Posts com Tag ‘Reforma Política’

Não podemos esperar nada de vantajoso advindo de um projeto fomentado por socialistas, muito menos de membros do Foro de São Paulo. É notório que o bolivarianismo não está somente destruído a América Latina como se manifesta atenuante no Brasil. O Plebiscito Constituinte do dia 7 de Setembro de 2014 é uma forma de enfraquecer nossa democracia e nos arrastar para o mesmo caminho ditatorial da Venezuela, Equador e Argentina, ambas; arruinadas por aderir este tipo de revolução inconstitucional. Quem seriam os beneficiados?! A resposta é muito simples! Serão beneficiados todos aqueles que apoiam-no como está descrito em seu site oficial: PT, PCdoB, PSOL, MST, MTST, CUT, ONGs e defensores da teologia da libertação. A própria CNBB (tomada por marxistas) impôs a seus sacerdotes que colham assinaturas nas paróquias. Tais coligações demonstram a natureza puramente ideológica que espreita nossa democracia. Tal reforma esconde seus intentos perversos no costumeiro jargão socialista: a transformação do governo para que as massas tenham maior poder e que no final resulta no contrário: sua total dominação!

O plebiscito visa coletar votos para uma Assembleia Constituinte capaz de mudar nosso sistema democrático. Ambos são inconstitucionais, pois não foram aprovados pelo Congresso Nacional. Já a assembleia é duplamente inconstitucional, já que não surge como como emenda, respeitando a Constituição atual. Vigorada por vias arbitrárias, ela poderá propiciar a seus defensores, o poder de dissolver o Congresso como em casos similares, destituindo os eleitos em 2014. Caso falhem, ainda podem fazê-lo de forma velada em exemplo de nações bolivarianas. Chávez e Correa também intentaram dissolver o congresso após a mudança constitucional, sem êxito. Todavia, alcançaram seus intentos em médio prazo, através de arranjos que emergiram da assembleia articulada por eles. Por este motivo, a assembleia convocada pelo PT, possui estes mesmos arranjos em seu conteúdo. Como agravante; a votação será facilmente fraudada! Ao contrário das eleições diretas que ocorrem por meio da urna eletrônica (pouco segura), o plebiscito será distinto. Como a própria Cartilha do Plebiscito descreve, qualquer pessoa poderá formar um Comitê, confeccionar as urnas e organizar a votação – o que permite a existência de nomes falsos, duplicatas ou qualquer tipo de fraude.

Uma vez que o Plebiscito seja vitorioso, a Assembleia será convocada para reformar a Constituição a partir de PEC’s elaboradas pelos conspiradores. Várias das PECs sobre a reforma políticas são de autoria de Henrique Fontana (PT/RS). Uma delas, prevê o fim de coligações partidárias em eleições proporcionais. O sistema de eleições proporcionais é amplamente adotado na Escandinávia, Países Baixos e Europa Ocidental. Nele, o número de cadeiras parlamentares ocupadas por cada partido é determinada pela proporção de votos obtidos por ele. Neste modelo são eleitos vários parlamentares e não somente um único representante, o que permite uma maior representação das minorias. Uma de suas vantagens é o fato de ser impossível a eleição de um partido sem representatividade no eleitorado. Sem que haja a possibilidade de coligações partidárias com uma ideologia semelhante, haverá dificuldade na formação de um grupo bem definido – o que tornará as votações ainda mais lentas. O PT também pretende estabelecer um projeto que prevê que todas as eleições sejam realizadas numa única data – o que dificultaria o acesso da população ao projeto dos candidatos dentro deste curto período.

Outro ponto da Reforma Política é o fim do financiamento privado das campanhas. Elas seriam exclusivamente financiadas pelo Estado, o que implica no saque das riquezas dos cidadãos a fins de financiar partidos que podem não ser de seu agrado. Estes financiamentos ocorrerão de acordo com a proporção eleitoral, o que além de impedir que os partidos menores de crescerem, beneficiará o PT; maior partido no país. Para agravar esta pratica incomum: movimentos sociais ligados ao bolivarianismo (MST, MTST, CUT etc.) também receberão recursos do Estado – o que não ocorre em qualquer país do mundo. Assim pretendem manter-se no poder através de publicidade massiva, investimentos e promulgação de leis custeadas com recursos que deveriam ser aplicados a saúde, educação, segurança e justiça. Na maioria das democracias consolidardes, o sistema é misto, permitindo donativos privados e sob certos limites. O financiamento exclusivamente público foi alvo de denúncias na França envolvendo Nicolas Sarkozy e na Argentina envolvendo os Kirchner – embora seus modelos não sejam tão absurdos quanto aquele que pretendem implantar no Brasil.

Na Cartilha do Plebiscito fica evidente sua natureza ideológica comunista, embora disfarçada pela comum defesa das minorias, como se de fato, realmente às representasse! Desejam usar o poder estatal para sufocar a iniciativa privada, opondo-se ao Estado de direito e a economia de mercado para que assim possam implantar um regime socialista. Declaram-se opositores de conceitos que regem as nações mais desenvolvidas do planeta, enquanto visam aderir a aquelas que mais fracassaram (Cuba, Venezuela e Bolívia). Desejam limitar a propriedade privada (latifúndios) e se apropriar dela (roubo pelo MST). Anseiam estatizar empresas privatizadas (Vale, Embraer) e ampliar o controle do Estado sobre a economia,  planificadando-a. A cartilha se opõe a ALCA, que seria uma área de livre comercio em nítida defesa do MERCOSUL. Do contrário a Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) se espelhara nesta ideia, tornando-se o bloco econômico mais desenvolvido da América Latina. Portanto a cartilha do Plebiscito evidencia a intenção dos grupos bolivarianos de Constituição Socialista a fins de mudar o sistema político e econômico.

A Cartilha do Plebiscito tem como base o “Texto de Contribuição ao Debate” de Luiz Gushiken e Marcelo Deda, utilizado no V Congresso do PT (dez/2013). Nele está escrito: “é importante igualmente avançar na reforma político-institucional do país para dar continuidade e mais velocidade à transição econômica e política em curso no país” – item 32. Assim desejam tornar uma economia com uma elevada dose de intervencionismo em uma economia plenamente socialista. No item 78 encontramos a mais forte evidencia destes intentos: “A agenda é vasta e complexa e envolve a discussão de formas de propriedade e de organização da economia, inclusive a democratização do espaço fabril e de todos os locais de trabalho. Envolve, também, a democratização e socialização da política, mudanças radicais na esfera da cultura e no cotidiano, sob a égide da mais ampla liberdade e do respeito dos Direitos Humanos.” O primeiro passo neste caminho foi o decreto 8.243 que visa delegar direitos institucionais as milícias do PT. Assim CUT e MST tornar-se-iam poderes políticos com um poder acima até mesmo do próprio eleitorado, vigorando seus intentos. E já que fora barrado, estão tentando impor a mesma medida através de uma Assembleia Constituinte.

Não devemos nos enganar com este plebiscito falso-democrático, visto que as bases do novo sistema político e econômico serão definidas pelo PT e seus aliados. A participação do povo nesta “nova democracia” é apenas uma fachada para disfarçar uma revolução socialista no Brasil. Esta guinada ao retrocesso poderá ocorrer com extrema facilidade já que há mais de uma década veem doutrinados jovens eleitores no marxismo cultural através do MEC, escolas e universidades federais. Diante esta realidade, é lamentável que as mídias independentes e demais formadores de opinião fiquem calados diante esta tenebrosa visão de um futuro próximo, em que as poucas conquistas que tivermos desde a redemocratização serão perdidas.  Todavia não devemos nos alarmar: o Plebiscito Constituinte é nitidamente inconstitucional e deriva dos devaneios marxistas mais profundos. Também não devemos subestimá-lo! Caso vigorasse, o Brasil em breve estaria no mesmo nível de Venezuela, Argentina e Bolívia: em uma ditadura disfarçada de democracia, com dívidas assombrosas, crises financeiras, alta inflação, desemprego e miséria, mesmo que com toda maquiagem que adquiriu desde os últimos governos. Não há nenhum outro caminho para uma nação que vive o socialismo de forma tão agravante e velada: todo fracasso é pouco!

Referências: 

  • Carta Capital
  • plebiscitoconstituinte.org
  • Cartilha do Plebiscito
  • Texto de Contribuição ao Debate

daaaaaaaaaaaa

Christiano Di Paulla

Anúncios