Os quatro tipos de socialistas

Publicado: abril 27, 2017 em O que é o socialismo?

Qualquer pessoa sensata que tenha apreço pela razão e pelas evidencias deve se questionar: porque existem aqueles que acreditam em quiromancia ao invés de genética, em astrologia ao invés de astronomia, em curandeirismo ao invés de medicina, assim como em socialismo ao invés de capitalismo?! A primeira resposta que obtemos através da introspecção é que tais pessoas possuem algum tipo de carência (medo, sentimento de culpa, ódio etc.) e usa da pseudociência como uma “válvula de escape”. Entretanto há uma clara diferença de crentes da alquimia e do tarô de socialistas: socialistas tentam reformar o mundo a todo custo e não reconhecem as falhas de seu raciocínio – o que é ainda mais instigante. Depois de anos analisando criticas, como a de Von Mises em A Mentalidade Anticapitalista, de Lyle Rossiter em A Mente Liberal ou das observações do filósofo Olavo de Carvalho, conclui que existem quatro tipos de socialistas, cada qual com seus princípios e motivações.

O primeiro tipo é o socialista ignorante, semialfabetizado que é iludido por uma retórica habilidosa. Ele nada sabe a respeito das premissas mais fundamentais da economia, história ou ciência política, deixando-se levar por falácias como mais-valia e luta de classes. Ele acredita que através do socialismo fará um mundo mais justo, porque não tem ideia do que seja socialismo, além das palavras de seus propagandistas. Ao final, este tipo serve somente como mera massa de manobra.  O segundo tipo é o socialista patológico; um tipo que pode compreender que o socialismo sempre obteve os piores resultados e que até mesmo reconhecer que seu reverso; o capitalismo, sempre obteve os resultados satisfatórios. Sua motivação é bastante simples. Ele possui uma carência psicológica que só pode ser suprida pelo socialismo. Assim o Estado provedor representa a figura paterna já que como indivíduo não conseguiu alcançar independência social no estagio de maturidade.

O terceiro tipo é o emocional que se guia por sentimentos vis de inveja e ganancia. Ele esconde tais sentimentos com demagogia, já que assim blinda suas emoções do mero desejo de usurpação. Na verdade, ele tem inveja com relação a todo aquele que possui mais que ele. Deste modo exige uma redistribuição para que não tenha que encarar um mundo, onde sempre haverá uma grama mais verde que a do seu quintal. O quarto tipo é o ditador (disfarçado) que se guia pelo mero desejo de poder. Ele reconhece que o socialismo jamais funcionará e que seus seguidores são idiotas uteis. Sabe que onde quer que vença haverá miséria, mas, segue com seu discurso, pois compreende que o socialismo é o modelo no qual o poder mais se centralizará. Ele rege e tripudia dos três tipos antes descritos, pois é o único que realmente conseguirá algum benefício com o socialismo. Também é o mais lúcido com relação ao socialismo, porém o mais cruel já que representa Lenin, Stalin e Fidel.

Como proceder para com estes tipos?! Para o socialista ignorante, basta um pouco de historia, economia e política. Basta-lhe ensinar sobre a história das duas coreias, do muro de Berlin, mostrar-lhe comparações estatísticas entre regimes, ensinar-lhe sobre valor subjetivo e utilidade marginal. Assim, a educação é à base de tudo. O socialista patológico precisa de acompanhamento psicológico, já que deve superar a noção de abandono que é dada após a puberdade. Para tanto, este tipo de perspectiva deve ser reconhecida como uma psicopatologia. O tipo emocional precisa de educação moral para compreender noções básicas de comportamento social, eliminando emoções nocivas para ele e para com seus semelhantes. Já o tipo ditador deve ser reconhecido pelas massas para que de forma alguma chegue ao poder. Caso este tipo tenha poder, implantará a tirania, saqueará os produtivos, nivelará todos pela miséria até que sua nação esteja totalmente arruinada.

Conclusão

Em suma não há um único remédio contra o socialismo. É preciso educar as pessoas menos intelectualizadas, aceitar que o pensamento socialista pode ser evidencia de uma psicopatologia, transmitir valores morais a sociedade e se precaver contra oportunistas que apenas arruinarão nações por completo. Portanto não basta dizer que o socialismo nunca deu nem jamais dará certo ou apontar seus inumeráveis fracassos, também é necessário demonstrar a os valores que tangem a economia capitalista; voluntarismo, cooperação, eficiência e bem-estar social, além é claro, de inibir comportamentos anormais que servirão apenas como reduto de ditadores.

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Ignorância, problemas psicológicos, inveja e sede de poder são os pilares que sustentam o socialismo moderno.

 

Christiano Di Paulla

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