30 evidências globais da supremacia do sistema capitalista

Publicado: novembro 17, 2015 em Livre Mercado e progresso
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Quem nunca se deparou com um exaustivo debate, cuja discussão se resumia em “capitalismo v.s socialismo” ?! Este é sem dúvidas o tema político-econômico mais discutido nos últimos dois séculos. Para muitos; ele jamais findará, por possuir uma inclinação meramente ideológica – o que não é verdade. Quando tratamos de um tema socioeconômico de longa data como este, temos inumeráveis meios para mensurar resultados. Por estas vias, para aqueles que possuem um conhecimento profundo a respeito do tema, resta somente uma constatação: em todas as avaliações, o capitalismo mostrou-se muito superior ao socialismo. Esta superioridade não é simplesmente moral ou normativa, mas fundamentada nas evidencias. É o que podemos constatar dos EUA no século XIX, aos Tigres Bálticos do século XXI. Já o sistema socialista revelou-se o maior fracasso da história humana, dos falanstérios de Fourier no século XIX à URSS no final do século XX.

Diante tais considerações, surge a indagação; qual o motivo para tamanha persistência socialista?! É muito simples! Ao contrário do que é dito pelos seus defensores, em especial pelos marxistas, o socialismo não possui qualquer base científica. Ele surgiu da literatura ficcional, sem qualquer responsabilidade previa com as evidencias. Em suma, é uma visão utópica que visa remodelar o homem e a sociedade. É uma ideologia de massas que como modelo, baseia-se na propriedade comunal e no planejamento econômico centralizado, falhando graças ao “problema de cálculo econômico” (Morus, Fourier e Marx). Já a economia capitalista, foi teorizada a partir da observação de determinados comportamentos sociais, visando estabelecer parâmetros para melhorar seus desempenhos (Smith, Say e Hayek). É uma teoria com bases científicas que como modelo, baseia-se na propriedade privada, na liberdade econômica e no empreendimento descentralizado – propiciando a alocação racional dos recursos.

O intuito deste artigo é reforçar as bases científicas que evidenciam os sucessos capitalistas e os fracassos socialistas a partir de uma lista com 30 referencias internacionais. Estes dados são divulgados por uma série de instituições renomadas e servem de base para governos ou para a produção de trabalhos acadêmicos. A metodologia é bastante simples; basta contrastar os indicadores globais com os modelos econômicos nacionais. Para entender quais nações são mais ou menos capitalistas, usamos o Índice de Liberdade Econômica, que mede o quanto uma economia é voltada ou não para o mercado, analisando: direitos de propriedade, gastos governamentais, liberdade fiscal, de investimentos, monetária etc. Cabe citar que o índice não sugere a defesa de determinada escola de pensamento econômico (liberal, protecionista, keynesiana etc), embora as mais livres sejam classificadas como capitalistas.

Naturalmente, o primeiro indicador a ser exibido é o Índice de Liberdade Econômica. Ele é o único a relevar as 35 primeiras colocações, já que classifica quais são as nações mais capitalistas do mundo. Nas demais referências serão apresentadas somente as 10 primeiras colocações:

  1. Índice de Liberdade Econômica (Heritage) 2015: Hong Kong, Singapura, Nova Zelândia, Austrália, Suíça, Canadá, Chile, Estônia, Irlanda, Maurício, Dinamarca, EUA, Reino Unido, Taiwan, Lituânia, Alemanha, Holanda, Bahamas, Finlândia, Japão, Luxemburgo, Geórgia, Suécia, República Checa, Emirados Árabes Unidos, Suécia, Islândia, Noruega, Colômbia, Coreia do Sul, Áustria, Malásia, Qatar, Israel, Macau e Santa Lúcia.
  2. Índice de Desenvolvimento Humano (PNUD) 2014: Noruega, Austrália, Suíça, Holanda, EUA, Alemanha, Nova Zelândia, Canadá, Singapura e Dinamarca.
  3. Qualidade de Vida (OCDE) 2014: Austrália, Noruega, Suécia, Dinamarca, Canadá, Suíça, EUA, Finlândia, Holanda e Nova Zelândia.
  4. Qualidade de Vida (Economist Intelligente Unit’s) 2013: Suíça, Austrália, Noruega, Suécia, Dinamarca, Singapura, Nova Zelândia, Holanda, Canadá e Hong Kong.
  5. Populações mais felizes (SDSN/ONU) 2015: Suíça, Islândia, Dinamarca, Noruega, Canadá, Finlândia, Holanda, Suécia, Nova Zelândia e Austrália.
  6. Expectativa de Vida (WHO) 2015: Japão, Espanha, Andorra, Austrália, Suíça, Itália, Singapura, San Marino, Canadá, Chipre.
  7. Menor mortalidade infantil (CIA Factbook) 2015: Mônaco, Japão, Noruega, Singapura, Suécia, República Checa, Itália, Irlanda, França e Espanha.
  8. Educação Básica (PISA) 2012: Shangai, Singapura, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul, Macau, Japão, Liechtenstein, Suíça e Holanda.
  9. Gasto anual por aluno (OCDE) 2012: Luxemburgo, Suíça, Noruega, EUA, Áustria, Irlanda, Suécia, Reino Unido, Dinamarca, Bélgica.
  10. Lista de países com as melhores universidades (THE): EUA, Reino Unido, Suíça, Canadá, Japão, Singapura, Austrália, Suécia, Hong Kong e Coreia do Sul
  11. Sistemas de saúde mais eficientes (Bloomberg) 2014: Singapura, Hong Kong, Itália, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Israel, França, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.
  12. Índice de Desempenho Ambiental 2014 (Yale U./Columbia U.): Suíça, Luxemburgo, Austrália, Singapura, República Checa, Alemanha, Espanha, Áustria, Suécia, Noruega
  13. Menor poluição do ar (WHO) 2014: Islândia, Canadá, Finlândia, Brunei, Estônia, Dinamarca, Nova Zelândia, Suécia, Irlanda e Luxemburgo.
  14. Países por expectativa salarial (Forbes) 2014: Suíça, Noruega, Dinamarca, EUA, Japão, Alemanha, Austrália, Irlanda, Suécia e França.
  15. Renda Familiar Média (Galub) 2013: Luxemburgo, Noruega, Suécia, Austrália, Dinamarca, EUA, Canadá, Coreia do Sul, Kuwait e Holanda.
  16. Índice de Competitividade Global (WEF): Suíça, Singapura, EUA, Alemanha, Holanda, Japão, Hong Kong, Finlândia, Suécia e Reino Unido.
  17. Melhor Infraestrutura (WEF) 2015: Hong Kong, Singapura, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Japão, Suíça, Alemanha, França, Reino Unido e Espanha.
  18. Paridade de poder de compra per capita (FMI) 2014: Qatar, Luxemburgo, Singapura, Brunei, Kuwait, Noruega, Emirados Árabes Unidos, San Marino, Suíça e Hong Kong.
  19. Paridade de Poder de Compra Per Capita (World Bank) 2014: Qatar, Macau, Luxemburgo, Singapura, Kuwait, Brunei, Noruega, Emirados Árabe Unidos, Suíça e Hong Kong.
  20. Índice de Prosperidade (Legatum) 2015: Noruega, Suíça, Dinamarca, Nova Zelândia, Suécia, Canadá, Austrália, Holanda, Finlândia e Islândia.
  21. Melhores países do mundo para envelhecer (Help Age International) 2015: Suíça, Noruega, Suécia, Alemanha, Canadá, Holanda, Islândia, Japão, EUA e Reino Unido.
  22. Percepção de Corrupção (Transparency International) 2014: Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Singapura, Holanda, Luxemburgo e Canadá.
  23. Índice Global da Paz (IEP) 2015: Islândia, Dinamarca, Áustria, Nova Zelândia, Suíça, Finlândia, Canadá, Japão, Austrália e República Checa.
  24. Menor Taxa de Homicídio (UNODC) 2012: Liechtenstein, Mônaco, Singapura, Japão, Islândia, Hong Kong, Kuwait, Polinésia Francesa, Bahamas e Indonésia.
  25. Relatório Global de Permissão Comercial (WEF) 2014: Países Baixos, Singapura, Hong Kong, Nova Zelândia, Finlândia, Reino Unido, Suíça, Chile, Suécia, Alemanha.
  26. Velocidade de conexão da internet (ACS) 2015: Singapura, Hong Kong, Japão, Romênia, Suécia, Macau, Suíça, Países Baixos, Lituânia, Taiwan.
  27. Ranking Internacional de Infraestrutura (Statista) 2015: Hong Kong, Singapura, Países Baixos, Emirados Árabes Unidos, Japão, Suíça, Alemanha, França, Reino Unido e Espanha.
  28. Índice de Globalização (KOF) 2014: Irlanda, Bélgica, Países Baixos, Áustria, Singapura, Dinamarca, Suécia, Portugal, Hungria e Finlândia.
  29. Índice de Globalização Econômica (KOF) 2014: Singapura, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Bélgica, Estônia, Bahamas, Hungria e Finlândia.
  30. Índice de Globalização Social (KOF) 2014: Singapura, Irlanda, Áustria, Suíça, Países Baixos, Chipre, Bélgica, Canadá, Dinamarca, França.

Como os índices acima demonstram, as nações cujas economias são mais voltadas ao mercado, são aquelas que detém os melhores indicadores socioeconômicos. Do contrário, aquelas que possuem inclinações anticapitalistas, possuem os piores resultados – como fica evidente diante uma análise apurada de cada referência. Todavia, estas são apenas algumas das inumeráveis evidências que dão fim a este debate, embora a superstição socialista demonstre não possuir limites capazes de auferir validade a razão.

Fontes:    

Heritage, United Nations Development Programme/ONU, OCDE, Economist Intelligente Unit’s, Sustainable Development Solutions Network/ONU, World Health Organization, CIA Factbook, OCDE/PISA, Times Higher Education, Bloomberg, Yale University, Columbia University, Forbes, Galub, The World Economic Forum, International Monetary Found, World Bank, Legatum, Help Age International, Transparency International, Institute for Economics and Peace, United Nations Office on Drugs and Crime, Global Enabling Report e Average Connection Speed, Statista eIndex of Globalization (Konjunkturforschungsstelle).

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Christiano Di Paulla

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