A alta do dólar e a destruição da economia brasileira

Publicado: setembro 24, 2015 em Problemas brasileiros
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Quem nunca ouviu de um imbecil socialista que: “pobre não come dólar” e que a elevação do valor da moeda norte-americana só prejudica os mais ricos que fazem turismo em Miami?! Este argumento demagogo é típico de ideólogos esquerdistas que por natureza, são completos analfabetos em economia! Sobretudo, devo advertir que há um engano com relação ao nosso atual fenômeno cambial; não é o dólar que está se supervalorizando, mas o real que está se desvalorizando com relação às demais moedas ao redor do mundo. A princípio, isto encarece os preços das matérias primas, maquinários industriais e produtos que vem do exterior – o que é extremamente nocivo para a economia como um todo.

O aumento do preço das matérias primas, eleva os preços de bens que dependem delas, como alimentos, medicamentos, produtos químicos etc. O aumento do preço dos maquinários, força a indústria nacional a investir muito mais para se manter competitiva. Seus produtos ficarão caros e obsoletos, causando a falência do setor a longo prazo. O aumento do preço dos produtos importados, reduz o consumo de tecnologias, como celulares, computadores e eletrodomésticos. Como a desvalorização da moeda estimula a exportação, haverá uma oferta menor de produtos no mercado interno, gerando inflação generalizada. Lembrando que esta oferta ocorre principalmente no setor agrícola. Nossa economia permanecerá retrograda ao vender alimentos para comprar tecnologia.

Além destas consequências, há o fato de que todas as commodities são cotadas em dólar. Logo o petróleo, gás, energia elétrica, café, algodão, trigo, borracha, dentre outros produtos ficarão mais caros. Como todos os demais setores da economia são dependentes dos bens inflacionados (matéria prima, maquinário, produtos importados e commodities), terão de aumentar os preços de seus bens e serviços. Exemplo; uma simples padaria precisa de energia elétrica, maquinário importado e trigo para manter sua produção. Logo seus preços se elevarão. E uma vez que a dívida externa é paga em moeda estrangeira, seu valor será elevado com relação a moeda nacional – pesando sobre os contribuintes. Como se não bastasse, há ainda o problema da volatilidade do Real que força as empresas a gastarem mais com seguros, impondo mais custos aos consumidores.

Por fim a renda per capita medida em dólares será reduzida, e com ela, o Índice de Desenvolvimento Humano. O país empobrecerá cada vez mais, se comparado ao resto do mundo. Em suma, a desvalorização da moeda, só favorece há uma minúscula parte da indústria exportadora – aquela que não depende de matéria prima ou maquinários importados. Em exemplo: o setor produtor de soja. Todos os demais setores da economia serão abalados, em principal aqueles que dependem de insumos vindo do exterior. Eles serão os primeiros a demitirem funcionários. E uma vez que a inflação se alastre, o poder de compra cairá, o consumo será reduzido, já que os salários permanecerão estáticos. Haverá queda na produção, cortes salariais e demissões e os mais afetados serão os mais pobres.

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Christiano Di Paulla

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