Concentração de riquezas e desigualdades são um problema?! Jamais!

Publicado: janeiro 30, 2015 em Falácias socialistas

O mau caráter dos propagandistas marxistas, vos levaram a proliferaram um mito de que toda riqueza mundial estaria concentrada nas mãos de apenas 85 pessoas. Com isto, visam demonstrar que o capitalismo apenas contribuíra para o empobrecimento de grande parte humanidade. Nada mais estapafúrdio! Eles alegaram se basear num relatório publicado pela ONG inglesa Oxfan. Na verdade, o relatório diz os 35 milhões de milionários no mundo, concentram 44% das riquezas globais. Os 1% mais ricos, possuem outros 48%, enquanto as 85 pessoas citadas são donas de apenas uma fração do patrimônio deste valor. A riqueza deste pequeno grupo é de cerca de 1,7 trilhão de dólares e equivale a soma das riquezas da metade mais pobre da população, visto que estas pessoas não produzem praticamente nenhuma riqueza. Isto parece muito, mas na verdade não é. Um recém-nascido em um país desenvolvido, possui mais riqueza que os 10% mais pobres do mundo. Seria um simples bebê, outro causador de tamanhos males?!

Os marxistas costumam usar o termo “concentração de riquezas” ao invés de “produção de riquezas”, pois são incapazes de entender a gênese da riqueza ou da pobreza. Eles se baseiam na teoria clássica do valor que concebe que os bens possuem valor referente a quantidade de trabalho empregue. Assim, os capitalistas se apropriariam das riquezas que correspondem as horas não pagas do trabalho assalariado, retirando seu lucro. Menger demonstrou o erro fundamental deste pensamento: o valor que imprime preços é subjetivo. Um quadro de Dalí vale tanto quanto um automóvel, mesmo que tenha em sua produção, uma fração dos recursos empregues, seja no que tange matéria prima, mão de obra ou tempo para execução. Gigantes como Microsoft e Google são tão ricas quando os maiores conglomerados da construção civil, mesmo que não utilizem uma fração de seu trabalho e recursos. Portanto valor e lucro, depende da valorização pessoal dos consumidores, sem que seja relevante uma quantidade de recursos equivalentes. Pessoas não precisam ser expropriadas para que outras sejam ricas. Logo: a riqueza de uns não influencia na pobreza de outros, mas do contrário – o que explicarei mais adiante.

Uma vez que a valorização que se reflete no lucro, baseia-se na precificação dos consumidores, uma empresa somente crescerá se agradar seu público. É assim que as grandes companhias emergem e se dissolvem: sem que haja impossibilidade para novos concorrentes. Ao final, elas produzem para os consumidores que são os trabalhadores que eles mesmas empregam. Nestas inter-relações há nenhum complô entre o dono de uma simples padaria que emprega 10 trabalhadores com o proprietário de uma grande empresa de leite para que uns comprem os produtos uns dos outros. Eles vendem, pagam salários e empregam diante suas expectativas de investimentos direcionando-as às forças de mercado, tais como oferta e demanda. Para que isto ocorra, é necessário que poupem, para investir num tempo futuro, seja ampliando o estoque de um supermercado ou produzindo uma nova tecnologia de ponta. Logo: sem retenção previa de capitais não há investimentos e sem eles, não há bens, serviços, empregos e salários. Por estas vias, a riqueza só é possível em ambientes onde o capital pode ser acumulado e bem investido.

Ao chamarem atenção para uma visão distorcida da gênese da riqueza, descarta-se o real motivo de tantas pessoas não possuírem nada. Elas não possuem nada, pois não há liberdade para que possam empreender e assim construir riquezas. Assim novas riquezas seriam adicionadas por qualquer indivíduo que possa usar suas habilidades. Marxistas negam esta realidade visando justificar a redistribuição de renda a partir da tributação dos mais ricos. Quando isto é feito, os burocratas reduzem os capitais que são destinados aos investimentos mais produtivos, responsáveis por gerar um número maior de empregos e os salários mais elevados. Destruindo estas riquezas, não tornarão os pobres mais ricos, mas nivelarão todos por baixo. Para que a pobreza seja erradicada, devemos nos concentrar em criar um ambiente propicio para sua produção; com um governo sólido e pequeno, que garanta a segurança da propriedade privada, seja em pequenos vilarejos ou em grandes cidades. Este governo deverá atuar com pouca burocracia e cobrar impostos baixos para que haja um ciclo contínuo de acumulo e investimento.

Cabe citar que uma vez que não há um ambiente que possibilite a capitalização para investimentos, não pode-se classificar tal economias como verdadeiramente capitalista. A totalidade das nações em que se encontram a metade da população mais pobre está bem distante desta definição (China, Índia e África). O Índice de Liberdade Econômica que classifica países quanto ao seu direcionamento a economia de mercado identifica somente 30 nações voltadas ao capitalismo e apenas 5 nações estão extremamente inseridas nestes preceitos. Das 178 economias analisadas pelo ranking, 26 são extremamente repressivas, merecendo o título de anticapitalistas, enquanto outras 62 são moderadamente repressivas, tal como bem distantes das atividades que definem uma economia de mercado. As 55 nações restantes, encontram-se no meio termo, mesclando vários conceitos, sem que possam ser consideradas legítimas economias capitalistas. Portanto a pobreza generalizada que reina nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento é causada pela ausência de mercado e não por sua abundancia. Eis a típica falácia de inversão de causa e efeito.

Somente através do mercado que é o único gerador de riquezas que podemos eliminar a pobreza. Os Tigres Asiáticos são um exemplo disto. A renda per per capita de Singapura passou de U$ 511,00 em 1954 para 55.182,00 em 2013. A pobreza foi eliminada e a nação tornou-se uma das melhores em qualidade de vida, liderando todos rankings como saúde, educação, infraestrutura etc. No que cerna a concentração de renda; em Singapura, 2 a cada habitantes 10 são milionários! Todavia a desigualdade socioeconômica não foi nem poderá ser eliminada, visto que trabalho, poupança e investimento não são homogêneos. O lucro também não poderá ser igual, uma vez que os consumidores não precificam os mesmos bens. Cabe lembrar que são poucos os que desejam assumir a responsabilidade de investidor. Logo não devemos nos concentrar na diferença entre ricos e pobres, mas em como os mais pobres vivem. Que seria melhor: viver num país onde os 10% mais ricos recebem 100 mil e os 10% mais pobres $ 10 mil ou num país onde os 10% mais ricos recebem $ 3 mil e os 10% mais pobres $ 1 mil com o mesmo custo de vida?! Desigualdade na riqueza ou igualdade na pobreza?!

Em 2015, a pobreza extrema caiu para menos de 10% da população, pela primeira vez em toda a história, como informou o Banco Mundial. Mesmo que os critérios para medir a pobreza extrema tenham se elevado na última década, a população mundial conta com um total de 702 milhões de pessoas nesta situação em 2015, contra 902 milhões em 2012. Quando analisamos os gráficos ao longo dos últimos anos percebemos que houve uma queda acentuada da pobreza desde a década de 1990, quando o percentual era de 35%. Os motivos são claros; com a queda do Muro de Berlim, houve uma mudança de paradigma econômico. As economias planejadas passaram a ceder espaço para economias mais voltadas ao mercado. Houve um imenso processo de liberalização, principalmente nas nações emergentes, conhecidas como BRICS. Fomentada pela globalização econômica, as nações pobres e emergentes tiveram crescimentos muito superiores as nações desenvolvidas. Por estas vias, a pobreza teve uma queda tão atenuante. Todavia para permanecerem neste ritmo, precisam persistir na direção do livre mercado. Não há outro caminho!

Conclusão:

O argumento de que a metade das riquezas mundiais estejam concentradas nas mãos de apenas 1% da população em face ao sistema capitalista é uma falácia do espantalho. Estas pessoas não concentraram metade das riquezas, mas sim, produziram metade das riquezas, enquanto metade da população mundial, não desfruta de uma ambiente socioeconômico que possa garantir a produção de riquezas. Isso ocorre, porque não estão em legítimas economias de mercado. Neste sentido, esta falácia assume o caráter da inversão de causa e efeito. Como todas as evidências apontam, na medida em que uma nação se direciona ao mercado, ela tende a reduzir a pobreza, melhorar o padrão de vida dos trabalhadores, além de garantir um crescimento econômico acentuado. Caso nos deixemos iludir pelos engôdos marxistas, estaremos destinados a pobreza comum, ao invés da desigualdade na riqueza.

Referências:

Oxfan

Heritage Foundation

Carl Menger – Princípios de Economia Política

Este é o distrito de Bedok: a região mais pobre de Singapura.

Este é o distrito de Bedok: a região mais pobre de Singapura.

Christiano Di Paulla

comentários
  1. André disse:

    Ótimo texto, didático, que explica de modo simples o porque do capitalismo ser o modelo mais justo, que cria oportunidades para aquele que quer produzir, isso quando temos um estado minimo, possibilitando investidores. Desigual? Nem acho tanto, pois se vc produz mais em um lugar que o governo lhe de oportunidade de investir, fica a cargo de cada um arregaçar as mangas e trabalhar. Melhor viver nessa suposta “desigualdade” do que numa utopia igualitaria onde todos vivem na miséria juntos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s