Porque socialistas odeiam a meritocracia – Parte 3

Publicado: fevereiro 21, 2014 em Livre Mercado e progresso
Tags:,

O último argumento usado contra a meritocracia é o mais infeliz de todos: a falácia da evidencia anedótica. Alega-se que a meritocracia seria teoricamente responsável por promover o progresso de indivíduos e nações. Dada esta consideração, a pobreza de países africanos ou de indivíduos em nações capitalistas, seria a evidência de seu fracasso. Esta consideração possui dois equívocos distintos. Primeiramente, a meritocracia é um sistema de gestão e não um modelo social, imposto por alguma força – o que os críticos nem ao menos são capazes de definir. Neste caso, tenhamos como exemplo as figuras mais comuns usadas por socialistas para criticar a meritocracia; um sujeito pobre no sertão brasileiro ou um mendigo no centro de São Paulo. O homem no sertão não possui instituições ou condições regionais que possam garantir determinada produtividade. Não há empresas locais que façam uso de sua mão de obra ou nem ao menos um clima capaz de permitir sua subsistência. E uma vez que não existam instituições não existe gestão meritocrática.

No exemplo do mendigo urbano, haveria uma série de considerações especulativas. Talvez por um vício em drogas ou álcool, o indivíduo se encontre miserável temporariamente. Talvez, ele tenha se deixado levar pela depressão de tal modo que sua apatia o impede de buscar uma resolução para seus problemas. Talvez seja uma pessoa arruinada em face a uma crise econômica fomentada pela irresponsabilidade de determinados políticos – o que pode ser explicado pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos. Todavia, situações econômicas se validam de muito mais que um modelo de seleção de cargos; se movem a partir das forças intrínsecas do mercado. Neste sentido, o esforço pessoal, a capacidade de trabalho, o dinamismo, o conhecimento; todos dependem de variáveis que estão fora da escolha pessoal – do mérito e portanto; do indivíduo. O que garante a prosperidade e a pobreza de um indivíduo ou instituição é o quanto são capazes de geram em valor num mercado. Este valor corresponde às demandas das massas.

Em suma, uma vez que as necessidades alheias sejam satisfeitas dentro de um mercado livre e competitivo, haverá recompensa econômica. Nestes sentido, não importa o quão promissor, inteligente e dedicado seja um pintor, caso ele não agrade seus clientes, não venderá nenhum quadro ou venderá somente o suficiente para sobreviver. Outro que atenda as demandas subjetivas dos apreciadores de arte, poderá enriquecer, mesmo sendo inexperiente, preguiçoso e ignorante – como no caso de muitos gênios da arte. O mesmo ocorre com determinada empresa, que mesmo fazendo uso do sistema meritocrático, possui gestores incapazes de satisfazer as demandas de seus consumidores, frente a um concorrente mais hábil. É esta noção que separa os mais ricos, dos mais pobres e nela não há nada de imoral, mas uma virtude repudiada pelos socialistas. Esta virtude se deve ao fato de que os lucro dos grandes empreendedores deve-se somente a satisfação dos consumidores, dentro de suas necessidades particulares, constantes e mutáveis.

E uma vez que a meritocracia não seja o vetor da formação de valor, mas somente um modelo de gestão, não é ela responsável pela pobreza de indivíduos ou nações. Todavia, a meritocracia está presente proporções diferentes na gestão das empresas onde atuam os indivíduos e assim em cada nação. Neste sentido é falaciosa a alegação a meritocracia foi incapaz de resolver problemas sociais como no caso da pobreza de certos países africanos, já que em sua quase totalidade não há instituições vivenciado este modelo de gestão. A única nação africana que tem se baseado neste princípio é Maurício, que por sua vez é uma das nações mais desenvolvidas da região. Desde tempos antigos, a maior parte destas nações (e também da Ásia e Oriente Médio) está ligada a tradição e à divisões sociais ditadas por sistemas de castas, que na gestão estrutura em face às potencialidades particulares. Do contrário, o uso da meritocracia para a administração de instituições públicas e privadas obtivera os melhores resultados em todas as nações onde fora empregada; da educação australiana às grandes empresas estadunidenses.

Conclusão:

Em suma; meritocracia é a promoção de funcionários dentro de uma instituição. Os socialistas distorceram seu significado, por um motivo simples: desejam um mundo no qual as pessoas deixaram de acreditar que seu esforço e mérito sejam notados. Desejam almas apáticas e sem perspectivas, assim como desejam barrar a produtividade das empresas. É seu intuito que mediocridade e o fracasso emerjam para que seu modelo possa ser entregue como uma suposta solução. É por este motivo que se abstém ao argumento: “suponhamos uma pessoa que nascera na pobreza e sem acesso à educação de qualidade. Como poderia superar aquele que se aperfeiçoara em condições superiores?”. Ignoram que no capitalismo não há classe estática; pobres podem ascender a riqueza e ricos podem empobrecer. Empresários como Larry Ellison, George Soros, Leonardo Del Vecchi, François Pinault, Ralph Lauren, Do Won Chang e John Paul DeJoria nasceram pobres, mas se tornaram bilionários. Outros como Eike Batista nasceram em riqueza mas faliram por serem péssimos administradores. Tudo se deve ao valor que é gerado.

Austrália: um dos primeiros países modernos a implementar o sistema de meritocracia .

Austrália: um dos primeiros países modernos a implementar o sistema de meritocracia .

Christiano Di Paulla

comentários

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s