Porque socialistas odeiam a meritocracia – Parte 2

Publicado: fevereiro 21, 2014 em Livre Mercado e progresso
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O problema de definição alega que o conceito de meritocracia não seja claro, em função do relativismo psicológico daqueles que fazem as escolhas. Alega-se: “pessoas distintas possuem diferentes concepções de mérito”. Assim um gerente de uma empresa ou de uma repartição pública poderia promover um determinado funcionário tendo em base seus conceitos particulares de desempenho. Todavia, este questionamento esbarra no fato: para o bom funcionamento das instituições são estabelecidas metas bem definidas. Tais metas não partem de uma visão pessoal, mas são formalizadas em função das adversidades encontradas durante o oficio. Em exemplo: quando determinado tribunal de justiça ou uma empresa de automóveis entende que o atendimento está lento, define-se a necessidade de maior agilidade, o que se torna um padrão de escolha meritocrática para funcionários que forem preencher esta lacuna. Todavia, como as instituições possuem limitações quanto às finalidades e objetivos, os padrões meritocráticos no geral são fixos.

Outro suposto problema para a meritocracia, seria a confiabilidade da seleção, que poderia classificar indivíduos de forma tendenciosa ou ineficiente. Todavia, as instituições interessadas em manter seu desempenho, catalogam resultados e estão estão constantemente aprendendo com cada uma de suas tomadas de decisão. Isto é mais bem representado por empresas de capital privado, que dependem da credibilidade de seus clientes para manter seus lucros elevados. A admissão de pessoas cujos méritos não sejam compensatórios pode prejudicar o funcionamento destas empresas, levando até mesmo a bancarrota. Esta noção também é bem representada no setor público de alguns governos da Ásia e da Escandinávia. Nestes casos, quanto mais sólida é a democracia e o acesso popular às informações a respeito das obras públicas, sua gestão e custos, mais hábil torna-se a cobrança dos eleitores, levando os políticos a trabalharem com maior excelência. Assim, tal como uma escolha equivocada na escolha de cargos pode conduzir um empresa privada a perda lucros, também poderá conduzir políticos a perderem seu eleitorado.

O terceiro argumento em oposição a meritocracia faz-se de uma leitura equivocada do “Princípio de Peter”. Segundo Laurence J. Peter: “num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência”. Assim, numa estrutura organizacional a avaliação potencial de um funcionário para a promoção é muitas vezes baseada em seu desempenho atual, de modo que ao ser promovido, poderá não corresponder ao cargo. Ou seja, só porque alguém é o melhor vendedor de uma empresa, não significa que será um bom coordenador de vendedores. A empresa sempre retiraria as pessoas dos cargos em que elas são boas e as leva para outros, em que elas podem ser péssimas. O resultado seria uma difusão contínua de incompetência pelo mundo. E uma vez que chegue ao nível de incompetência, não terá mais chances de promoção, atingindo o teto de sua carreira na organização. Peter também ilustra que uma organização em expansão caracteriza-se pelo acúmulo de peso morto no nível executivo, limitando o crescimento de candidatos competentes. Assim, a competência é castigada pela incoerência de nível hierárquico.

Desde sua publicação, o Princípio de Peter ganhara imensa repercussão, seja a fins de corroborar ou propor adaptações. Todavia e em resumo, podemos dizer que esta teoria é aplicável e pode ser verificada em muitas instituições hierárquicas. Entretanto, a busca por resultados imprime às instituições, a tentativa de mitigar seus efeitos, analisando indivíduos de forma técnica, promovendo treinamento especializado, transferi-los para outro setor ou simplesmente demitindo-os. Peter também ignora o fato de que em hierarquias piramidais, o número de cargos a serem promovidos é reduzido de forma que nos níveis superiores há uma forte tendência a permanência dos mais competentes. Uma de suas soluções é a adoção das “promoções horizontais” (salariais) ao invés de “promoções verticais” (hierárquicas) e ocorrem desde a década de 1930. Em geral o Princípio de Peter é encontrado em repartições públicas ou empresas familiares, mas dificilmente é encontrado em grandes companhias, como as que trabalham com alta tecnologia, como no caso de Google e Apple.

Referências:

O Princípio de Peter –  Laurence J. Peter e Raymond Casco

Revista de Administração de Empresas – Kurt Ernst Weit

Socialistas se opõe a meritocracia na economia e no governo, mas contraditoriamente não se opõe a ela nos esportes? Isto se explica pelo fato de não estarem interessadas em serem esportistas

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Continuação: https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/2014/02/21/porque-socialistas-odeiam-a-meritocracia-parte-3/

Christiano Di Paulla

comentários
  1. Daniel disse:

    Como professor de Geografia defendo esse modelo de educação, Nas melhores universidades existem os melhores alunos que obtiveram as melhores notas e não é diferente nos concursos públicos brasileiros, só passa quem possuem o melhor resultado, fruto de quem se dedicou mais! Se funciona muito bem nas olimpíadas por que não aplicamos na política e em nossa vida cotidiana?

  2. O Reacionário disse:

    O comunismo é a doutrina da inveja, do ressentimento, ela nega a atividade individual, a meritocracia e a capacidade de cada cidadão. Ela faz com que um povo se torne eternamente refém de suposta benevolência.

  3. O Reacionário disse:

    Eu não quero parecer antissemita ou racista, mas se nós sofremos toda essa covarde luta de classes e inveja, a culpa é dos judeus! Sim, porquê eles são a maioria na mídia, nas universidades, eles carregam o ódio e a inveja dentro deles.

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