Socialismo é sinônimo de ditadura

Publicado: fevereiro 19, 2014 em O que é o socialismo?
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Como citado anteriormente, há um grande número de falácias tipicamente usadas por militantes e “intelectuais” de esquerda para escapar do evidente fracasso do sistema socialista. Estas falácias exprimem uma crença cega, desonestidade intelectual ou um total desconhecimento a respeito da doutrina que defendem. Dentre as quais podemos destacar os argumentos: “nunca houve socialismo real”, “deturparam Marx” ou que “socialismo não é sinônimo de ditadura”. Como todos sabem; inúmeras nações vigoraram o sistema socialista, tais como URSS, China, Coreia do Norte, Vietnã, Camboja, Afeganistão, Angola, Congo, Etiópia, Somália, Moçambique, Granada, Benin, Alemanha Oriental, Cuba etc. Em todas estas nações, os resultados foram catastróficos e em nenhuma fora obtido o menor sucesso, o que levara a maioria destas nações a irredutível liberalização econômica, além da exigência dos direitos civis. Aquelas que se abstiveram de dar fim ao socialismo político-econômico são as que mais sofrem na atualidade, como no caso da Coreia do Norte, Cuba e países africanos.

Outro fato que pode ser destacado em todas as experiências socialistas é que em cada nação, houve um método distinto de experimentação. Os socialistas tentaram efetivar seu sistema de todas as formas possíveis, contando com os resultados de experiências passadas e com especulações de ações futuras, todavia, todos os seus resultados culminaram no mais absoluto fracasso. Por tais vias, é sugerido que a obra de Marx fora deturpada, quando na verdade, o marxismo fracassou desde sua primeira experiência: a Rússia bolchevique. Os russos foram incapazes de implantar o sistema pelos métodos sugeridos por Marx, fracassando em seu período intermediário de transição do capitalismo para o socialismo – o que vos levara a uma tentativa de reformar o modelo chamada Nova Política Econômica. Logo, não houve uma deturpação de Marx, mas uma tentativa de melhorar o seu sistema em todos as nações onde fora imposto. Embora estes modelos não fossem o radical comunismo marxista, eram evidentes formas de socialismo real. Negar este fato é somente cômodo para os devotos desta doutrina.

Mises e Hayek explicaram porque o socialismo é destinado ao fracasso e porque este sistema é sempre ditatorial. Através do problema de cálculo econômico, Mises exprime que a deturpação do sistema de preços causa no socialismo um colapso econômico. Ele descreve que sem propriedade privada, não há formatação de preços, responsável por operações contábeis que servem para acentuar a produção à demanda. Seja no comunismo onde a propriedade privada é abolida ou socialismo onde a produção, salários e preços são controlados pelo Estado, encontramos a ausência ou deturpação do sistema de preços, o que produz escassez ou desperdício levando ao irredutível colapso econômico. Já Hayek, exprime que para destruir ou controlar a propriedade privada, é antes necessário o uso da força, por parte de um poder político centralizado. Na medida em que este poder falha em organizar toda economia, a revolta cresce e com ela a necessidade de impor o controle através da força, fato que amplia ainda mais o sistema ditatorial. O socialismo é nitidamente uma ditadura política e econômica.

Pela natureza do sistema econômico socialismo, o colapso econômico é inevitável. Todavia, este fracasso não sugere o fracasso do sistema politico socialista. Em todas as experiências socialistas, a escassez que vitimara milhões em detrimento do fracasso econômico não levara há uma sequencial mudança paradigmática na economia e nem tão pouco as revoltas populares que eram facilmente sufocadas pelo massivo poder militar. O momento em que um governo socialista fracassa somente é definido internacionalmente por ele mesmo. Na China, marxistas menos ortodoxos esperaram a morte do ditador Mao Tse Tung para dirigir sua suave liberalização. Na URSS, fora necessário o diálogo entre Michail Gorbachev e o presidente Ronald Reagan. Já os países africanos, dissolveram parte do sistema quando perderam os investimentos soviéticos. E em Cuba que tem sofrido por uma liberalização modesta, permitindo determinados investimentos privados, conta com auxilio financeiro do petróleo bolivariano, cujo sistema econômico já entrara em colapso. É apenas uma questão de tempo, para o socialismo latino declinar forçando uma liberalização mais forte tem Cuba.

O declínio e a liberalização do socialismo são inevitáveis, assim como é inevitável para os socialistas mais moderados, a aceitação de que seu sistema seja utópico. Neste sentido, há uma categoria de socialista que não aplica seu sistema econômico, mas obstrui a economia de mercado: o socialdemocrata. E uma vez que o sistema econômico socialista não seja levado a sério, não encontramos um sistema totalitário em nações governadas por este tipo de socialista. Socialdemocratas, não optam pela destruição da propriedade privada, controle da produção, preços, aluguéis ou salários, mas somente pela redistribuição de renda, assistencialismo estatal e no passado, por regulamentações de mercado que levaram seu sistema ao colapso através da recessão de 1980-1990. Neste sentido, o caráter político-econômico dos socialdemocratas é similar a um batedor de carteira, enquanto dos socialistas mais radicais é de um ladrão armado disposto a tudo. Ao observarmos os socialdemocratas notamos que sãos socialistas que mais aprofundaram a liberalização, mais se distanciando do socialismo político e econômico. Não são tolos como marxistas, embora não sejam lúcidos como liberais.

Referências:

Ludwig Von Mises – Ação Humana

Friedrich Hayek – O caminho da Servidão

ZZ6111DF79Não importa quantos “Muros de Berlim” sejam erguidos. Todos cairão como a história e a ciência econômica já provaram.

Christiano Di Paulla

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