A estupidez anticapitalista – Parte 3

Publicado: fevereiro 12, 2014 em O que é o socialismo?
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Há também o argumento materialista, no qual capitalismo teria afastado o homem dos objetivos nobres e elevados, alimentando somente a carne, enfraquecendo o espirito e a mente, destruindo a poesia e as artes. Todavia, a economia de mercado aproximara o homem do que sempre ansiava: a melhoria da comunicação, transporte, entretenimento e etc. Já arte, permanece com inúmeros gênios e que a desconsideração do valor da arte contemporânea não passa de uma objeção particular. Além disto, alegam que o sistema capitalista seja injusto como descreve Mises: “A pior de todas essas ilusões é a ideia de que a “natureza” conferiu a cada indivíduo, certos direitos. Segundo esta doutrina a natureza é generosa para com toda criança que nasce. Existe muito de tudo para todos. Consequentemente todos tem uma reivindicação justa e inalienável contra seus semelhantes e contra a sociedade: a de receber a parcela total que a riqueza lhe entregou. (…) Os pobres são necessitados somente porque pessoas injustas despojaram-nos de seu direito de herança”.

Esta observação brilhante de Mises reflete a ilusão mais comum dos anticapitalistas. Mises ataca estes argumentos com veemência. Ele explica que a natureza nunca fora generosa, nem bem ordenada. O planeta é tomado por desastres naturais, os animais e plantas possuem impulsos agressivos que provocam até mesmo a extinção de outras espécies. Além disto, os recursos não são ilimitados como esta filosofia roga, mas escassos, o que produz conflitos que somente são sanados diante a instituição privada e às trocas voluntárias. Todavia, fora o uso da razão e a divisão do trabalho que possibilitaram ao homem superar a escassez e dominar das condições necessárias para sua sobrevivência. Fora este engenho privado o responsável pelo surgimento de máquinas que aumentaram a produtividade e não qualquer força distributiva da natureza. Mises memora que somente a acumulação capital, responsável pelos investimentos é capaz de produzir a sonhada abundancia dos países de primeiro mundo e o fato de que ela somente não fora alcançada nos países pobres, porque seus governantes abstiveram seu povo desta realidade.

Por fim Mises adverte sobre a natureza humana e sobre aqueles que desejam muda-la: “Nunca e em lugar algum do universo existe estabilidade e imobilidade. Mudança e transformação são características essenciais da vida. Cada estado de coisas é passageiro; cada época é uma época de transição. Na vida humana nunca há calma e repouso. A vida é um processo e não a permanência no status quo. Ainda sim, a mente humana tem sempre a ilusão de uma existência imutável. O objetivo declarado dos movimentos utópicos é o de dar fim à história estabelecer uma calma final e permanente.” Eis a grande diferença entre a economia capitalista e as economias planificadas: uma é mutável na medida em que os homens buscam sublimar seus desejos, a outra, acredita que o homem seja uma matéria bruta desalmada eterna e imutável, no qual uma mesma lei e vontade se aplicam a todos. Mises também adverte que para combater os inimigos do capitalismo não é necessário enaltecer os erros de seus modelos sistêmicos, mas simplesmente demonstrar as imensas vantagens do livre mercado.

Portanto, Hayek e Mises fizeram excelentes contribuições para que pudéssemos entender a mentalidade anticapitalista e a economofobia. Este pensamento começa num estado de ignorância com relação à economia, vai de encontro à imaturidade de pessoas imediatistas que ignoram o esforço que possuem para adquirir. Nesta dimensão Adam Smith proferira duas célebres frases, séculos antes destas análises: “A ambição universal do homem é colher aquilo que nunca plantou” e “o verdadeiro valor das coisas é o esforço e o problema de às adquirir”. Todavia, o pensamento anticapitalista vai além da ignorância e da preguiça, chegando à inveja, calúnia, demagogia, reducionismo histórico, determinismo psicológico e claro: a utopia de tentar tornar iguais, os diferentes por natureza. Neste sentido, Aristóteles possui uma bela frase: “A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas diferentes iguais”. Por fim devo citar que a mentalidade anticapitalista apenas contribuíra para a dominação de governos totalitários e economias planificadas, levando o mundo à ruína, enquanto a economia de mercado, sempre fora o maior vetor de liberdade e progresso.

Referência:

A mentalidade anticapitalista – Ludwig Von Mises

O caminho da servidão – Friedrich Hayek

consultoria-nutricional-para-supermercadoA economia de mercado possibilitou uma abundância de bens e serviços jamais vista antes, ampliando a qualidade de vida. Seus opositores desejam o retrocesso, o que levará a humanidade a um nível de escassez insustentável.

Christiano Di Paulla

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