A estupidez anticapitalista – Parte 2

Publicado: fevereiro 12, 2014 em O que é o socialismo?
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Outro autor de renome que trabalhara o tema fora seu mentor: Ludwig Von Mises. Mises escrevera em 1956 a obra: A Mentalidade Anticapitalista. Nesta obra Mises aborda temas como: as características sociais do capitalismo e as causas psicológicas de seu descrédito e suas objeções não econômicas. De inicio, Mises não memora que as nações mais desenvolvidas são as que aderiram profundamente ao livre mercado. Depois, Mises explana sobre suas características benéficas. A primeira é o fato de que o capitalismo baseia-se na produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. O consumidor é supremo e define o define o que deseja consumir. Os empreendedores terão de satisfazer estas necessidades da melhor forma e ao menor custo, se não quiserem falir diante a concorrência. Portanto, a competição exerce um papel crucial, provocando a continua melhoria de bens e serviços, tal como levando a queda dos preços. Graças a estes fatores, há o gradativo aumento da qualidade de vida dos mais pobres, devido ao acesso cada vez mais irrestrito a estes produtos.

Anticapitalistas comumente argumentam que o homem é ignorante demais para escolher o que deve consumir, mas restringir a escolha é impedir o amadurecimento e a liberdade. Neste sentido, qual o poder moral que estas pessoas possuem para escolher por todos? Caso estiverem erradas, será justo que todos errem juntamente? Eles também se opõem ao que consideram uma sociedade de status no qual os capitalistas supostamente gozariam de uma condição favorável, imposta pela força.  Todavia, ao contrário de uma sociedade aristocrática, como no caso do feudalismo ou do sistema de castas, o empreendedor só desfruta de um padrão de vida elevado, pelo fato de que bem servira seus consumidores. Portanto, seu bem estar, emerge do bem estar de milhares de pessoas que sem ele, não teriam acesso aos bens e serviços que desejam. Este sistema se difere do feudalismo ou castas, pelo fato de que qualquer cidadão pode tornar-se empreendedor e ascender a patamares socioeconômicos cada vez mais elevados ao invés de permanecer isolado num grupo, uma vez limitado por sua descendência.

Nos antigos sistemas político-econômicos no qual o enriquecimento material estava ligado a laços sanguíneos, o homem frustrado culpava o destino por sua situação.  No sistema capitalista onde a melhoria da qualidade de vida depende dos próprios feitos, o ressentimento com relação à incapacidade de enriquecer conduz a necessidade de culpar o sistema econômico. Caso o indivíduo esteja inserido em uma sociedade onde todos sejam iguais diante a lei, o sentimento de frustração ocorrerá por um fato natural e irremediável: os homens são desiguais em desejos, habilidades e realizações. Todavia, este ressentimento tende a ser baixo, se comparado há uma nação onde há privilégios a certos grupos. Quando o homem entende que a situação em que vive é oriunda em exclusivo de seus atos, pode encontrar forças para lutar contra sua condição. Entretanto quando está inserido num ambiente onde seu crescimento é frustrado pela imposição de pessoas mais poderosas, dificilmente encontrará esta motivação. Não é atoa que a felicidade é maior, ao mesmo tempo em que a pobreza é menor em economias livres e de igualdade diante a lei.

O ressentimento com os mais bem sucedidos é um dos motivos que move a mentalidade anticapitalista. Como bem cita Mises, em geral, os mais pobres não terão oportunidades de conviver com pessoas em escalas muito superiores. Entretanto, no mundo acadêmico é comum encontrarmos médicos, engenheiros, químicos e físicos formados nas mesmas instituições, mas que ao longo do tempo, alcançam patamares socioeconômicos diferentes – o que conduz a um ódio mais comum pelo sucesso alheio. Mises também adverte sobre o ressentimento dos trabalhadores de “colarinho branco”. Sentados em suas escrivarias, eles consideram possuir todas as respostas para os problemas do mundo e assim supervalorizam seu trabalho. Entretanto, não se importam não se importam em atender as demandas reais da população. Assim, se frustram facilmente quando percebem que um simples trabalhador proletário possa receber tanto quanto ele. Quando estes trabalhadores são meros intelectuais ou revolucionários, apenas lhe resta o ressentimento. Quando são burocratas com o poder de tributar, basta retirar dos mais bem sucedidos.

Ao final do livro, Mises trata as objeções não econômicas ao capitalismo. O argumento mais comum é o da felicidade. Críticos do capitalismo alegam que bens materiais não trazem felicidade e ao mesmo tempo são contraditórios ao dizer que existem pessoas que não tem acesso a todos os bens e quer por isto são infelizes. Entretanto, quando um homem compra um televisor é porque este bem lhe apresenta algum valor subjetivo, logo o tornará mais contente que antes. Isto não sugere felicidade absoluta, mesmo porque nenhum homem é feliz o tempo todo. O homem sempre deseja mais, o que não é errado, visto que para tanto, deverá contribuir para a sociedade. E embora existam monges que se abstém de bens materiais e são felizes, para a grande maioria uma vida de abnegação seria insuportável e infeliz. No que concerne aqueles que não adquiriram os bens que desejam, Mises deixa claro nos capítulos anteriores que a economia de mercado possibilitou a produção de bens que atendam a todo tipo de consumidor. São nas economias mais repressivas que o acesso torna-se restrito, não do contrário.

Referência: 

A Mentalidade Anticapitalista

aaaaaaaaaaaaaaaaA inveja é a mãe de todos os sentimentos anticapitalistas. O vã demagogo é o pai!

Chritiano Di Paulla

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