A estupidez anticapitalista – Parte 1

Publicado: fevereiro 12, 2014 em O que é o socialismo?
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Há dois fatos históricos que não podem ser negados: o livre mercado é o sistema que mais contribuíra para o aumento do padrão de vida, desenvolvimento tecnológico, proteção do meio ambiente e para a redução da corrupção. Neste sentido, temos vários exemplos: Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Irlanda, Coreia do Sul etc. Se procuramos mais afinco na história, podemos afirmar que todas as grandes nações com alta qualidade de vida, somente alcançaram os padrões vividos na atualidade graças a esta perspectiva. Do contrário, todos os sistemas que se opuseram a livre iniciativa e o Estado de direito capaz de garantir a igualdade de concorrência, sacrificaram seu desenvolvimento. Entre estas nações, existem aquelas que aceitaram o fracasso e mudaram seu modelo como no caso da URSS e China maoísta, como também existem aqueles que insistem no fracasso: Cuba, Venezuela bolivariana, Coreia do Norte etc. Neste caso, todas as tentativas de destruir a economia de mercado, levaram como sempre levarão ao irredutível fracasso.

Diante tais evidencias, cabe questionar: quais motivos teria um individuo para se opor com veemência à economia de mercado? E como isto seria possível, até mesmo em nações que adotaram este modelo e assim cresceram como em nenhum outro período histórico? Dois grandes estudiosos da economia, politica e do comportamento humano estudaram este tema. Um deles fora Friedrich Hayek que escrevera em 1944 O Caminho da Servidão. Nesta obra, Hayek se depõe a estudar a centralização política e econômica do regime socialista. No capitulo XIV – Condições materiais e objetivos ideais, Hayek descreve um pouco da mentalidade anticapitalista através daquilo que intitula como economofobia. A economofobia seria “o fim do homem econômico” – ou seja: o homem dentro de uma sociedade de produção, troca monetária e consumo – o que representa um rumo jamais tomado pela humanidade, uma vez que representa um comportamento de indivíduos em isolado.  Do contrário: as massas trabalham porque desejam renda a fins de consumir bens e serviços.

Segundo Hayek, as novas gerações de opositores da economia de mercado, não possuem desprezo pelo bem-estar material, nem ao menos um desejo menor em conquistá-las, mas se recusam a reconhecer os obstáculos necessários para sua conquista. Logo, este indivíduo deseja bens e serviços, mas ignora a condição imposta pela realidade material que se estende além de seu idealismo, como no caso de se sujeitar ha uma renda baseada nas ofertas de mercado, preços decorrentes da competição ou qualquer outro fator que não possa dominar.  Segundo Hayek esta revolta é um fenômeno muito mais geral que a própria economia, e nasce da relutância que os indivíduos possuem em se submeter a qualquer regra ou necessidade cujo fundamento lógico não seja compreendido. É isto que notamos diante questionamentos como: porque usamos uma moeda ao invés de trocas diretas? Porque recebemos salários com maior ou menor renda? Porque existem juros? Porque os preços de bens e serviços aumentam? E o mais comum: porque existem pessoas mais ricas que as outras?

Logo, quanto distante for do conhecimento econômico ao mesmo tempo em que frustrado com a realidade ideal ao compará-la com a realidade material eventual, maior será a tendência a economofobia. Embora todo este estado de ignorância com relação a conhecimentos básicos possa ser sanado com o conhecimento acadêmico, Hayek chama atenção à natureza dispersa do conhecimento. Mesmo que o sujeito entenda que a inflação é gerada pela impressão de papel moeda sem lastro ou pela escassez de determinada matéria prima ou bem de consumo, não será capaz de determinar quando determinado recurso estará escasso. A seca pode inibir a produção agrícola, ou minas de carvão podem declinar sua produtividade sem que seja encontrado novo viés. Portanto, mesmo que entenda noções econômicas, não poderá dominar o processo econômico que ocorre de forma impessoal. De todo modo, todos os indivíduos são levados a se submeter às forças impessoais de mercado, visto o quão limitado é o conhecimento humano. E fora exatamente este fato que permitira o crescimento da economia e a melhoria das condições de vida.

Para Hayek, este comportamento inclina ao coletivismo econômico em uma tentativa de igualdade material pautada na redistribuição, produzindo tirania: “A recusa a ceder a forças que não podemos compreender nem reconhecer como decisões conscientes de um ser inteligente é fruto de um racionalismo incompleto e, portanto errôneo. Incompleto, porque não percebe que a combinação de uma enorme variedade de esforços individuais numa sociedade complexa deve levar em conta fatos que nenhum indivíduo pode apreender de todo. Também não percebe que, para essa sociedade complexa não ser destruída, a única alternativa à submissão às forças impessoais e aparentemente irracionais do mercado é a submissão ao poder também incontrolável e, portanto arbitrário de outros homens. Na ânsia de escapar às irritantes restrições que hoje experimenta o homem, não se dá conta de que as novas restrições autoritárias que lhe deverão ser deliberadamente impostas no lugar destas; serão ainda mais penosas”. A economofobia é tipicamente socialista e seus resultados são assistidos em pleno século XXI, na ditadura cubana e norte-coreana onde a relutância às forças impessoais do mercado levara ao irredutível controle de um número ainda menor de indivíduos.

Referência: 

O Caminho da Servidão – Friedrich Hayek

QUEBRA-QUEBRA-440x293-tileNa imagem toda estupidez e rebeldia anticapitalista do grupo Black Bloc, depredando patrimônio privado.

Christiano Di Paulla

comentários
  1. Jonny disse:

    Muito Boas essas informações. Pagina excelente!!!!

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