Desigualdade e a falácia do Gini

Publicado: dezembro 18, 2013 em Falácias socialistas

Umas das criticas mais comuns, usadas por socialistas a fins de desqualificar a economia de mercado é a alegação de que seja um sistema que gera desigualdades. Esta desigualdade seria nociva por ser excludente e vetor da pobreza. A partir disto, socialistas defendem a redistribuição de renda, como uma forma de corrigir esta suposta anomalia capitalista. Estas concepções tacanhas são distorções presunçosas da realidade humana que visam justificar a espoliação, destruir o mérito e que apenas produzem a igualdade da miséria. Elas são encontradas facilmente em todo pensamento socialista, desde sua origem. O primeiro a criticar a desigualdade de bens fora Rousseau que em sua obra: Discurso Sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade entre os Homens, culpava a instituição privada pela desigualdade material entre os homens.  Para ele, o homem passou a desejar mais que “o necessário”, assim acumulando riquezas. Este seria o estopim para os conflitos entre os homens e as nações. Seguindo esta linha de pensamento Marx, acreditava que a desigualdade era fruto do processo de produção capitalista, onde pobres ficariam cada vez mais pobres e ricos cada vez mais ricos. Sua solução: a eliminação da propriedade privada.

Diante o fracasso dos ideais comunistas que geraram miséria e servidão na tentativa de abolir a propriedade privada no início do século XX, os socialistas inspirados em Rousseau e Marx se contiveram no conceito de “redistribuição de renda”. Um dos pilares para este conceito fora o calculo desenvolvido pelo economista italiano (e fascista) Corrado Gini através da publicação da obra: Variabilidade e Mutabilidade de 1912, chamado Coeficiente de Gini. O Coeficiente de GINI que visa analisar a diferença de renda média entre os 10 ou 20% mais pobres com os 10 ou 20% mais ricos. Para os estudiosos que usam deste calculo, um Gini elevado representa a defesa de políticas redistributivas, como ocorre em diversos países do mundo o que rende severas críticas liberais. A teoria liberal levantam trés considerações a respeito deste tema: 1º desigualdade econômica não sugere pobreza, nem um ajuste negativo na economia, mas algo inerente a natureza humana. 2º Quando há ajustes negativos na economia, a desigualdade social vem acompanhada de pobreza, o que é realmente nocivo. 3º A redistribuição de renda prejudica a produção da riqueza total e retira dos “beneficiados” os incentivos para a produção.

Porque desigualdade econômica não é algo ruim e porque não sugere pobreza? Em primeiro, devemos voltar à raiz do conceito de desigualdade e assim entenderemos as distorções criadas por teóricos socialistas. Em primeiro não existe igualdade biológica e psicologia, o que consequentemente leva a desigualdade material. Não há indivíduos comuns em mesma estrutura genética, aptidões físicas e psicológicas. Por esta via, os indivíduos optarão por profissões distintas, cujos rendimentos variam pelas forças de mercado: oferta e demanda. Pode-se trabalhar como padeiro em uma região escassa pela indisponibilidade de seus habitantes, obtendo grandes rendimentos ao mesmo tempo em que pode ser feito o mesmo, em um lugar com alta oferta desta mão de obra, gerando salários menores. Da mesma forma, o meio no qual cada homem trabalha e empreende é desigual. Pode este padeiro, usar de seus ganhos, para melhorar sua técnica através da profissionalização, ampliando assim seu rendimento, ou simplesmente gastar de forma pueril. Em uma nação livre, não há igualdade de renda, pois não há homens, ofícios ou situações iguais.

Para haver igualdade material entre os homens em uma sociedade livre, não há outro caminho senão a espoliação, retirando dos que melhor produzem e mais poupam a fins de investir, para dar a aqueles que não se importam com tais concepções. Digo não se importam, porque em uma nação livre, não lhes faltarão oportunidade. Lembrando: os mais ricos, através de sua visão empreendedora, geram emprego e renda. Sem eles, os pobres estariam mais pobres e sem acessos a bens e serviços. Portanto: porque espolia-los se prestam tamanho serviço à sociedade?! Quando o governo cede pensões de redistribuição de renda, amplia impostos que no final, pesam sobre o próprio trabalhador. Ao aumentá-los sobre as empresas e grandes fortunas, reduz-se o capital para investimento podendo limitar a produção, inflacionando os preços de bens e serviços, o que eleva o custo de vida. Do outro lado: temos uma população cômoda que na maioria das vezes prefere deixar de trabalhar para viver de renda. Isto é visível no Brasil e até em países desenvolvidos como no caso da Dinamarca. Ao final, os produtivos pagam pelos improdutivos. O resultado final será o aumento da divida pública até que a situação se torne insustentável.

Visto que a desigualdade é inerente à natureza humana e que a espoliação em seu nome, apenas corrompe a economia e a sociedade, devemos analisar o argumento de que desigualdade econômica seja sinônima de pobreza. No próprio Gini que encontramos este equívoco. O Chile possui um coeficiente de Gini (52,1) superior à Venezuela (44.8). Entretanto a Venezuela possui o triplo de cidadãos abaixo da linha de pobreza (31,6% contra 11%). Além disto, a renda per capita venezuelana é metade de chilena (US$ 10.000 contra US$ 20.000). O mesmo pode ser visto no IDH (Chile 40º contra 71º). Além disto, os 20% mais pobres no Chile vivem em condições muito superiores aos da Venezuela, visto o amplo acesso que tem com relação a bens e serviços. Outro exemplo: ao Timor Lesta que possui baixa desigualdade (31.9) e uma renda per capita de US$ 500, enquanto em Hong Kong a diferença é mediana (Gini 43.4), mas com uma renda per capita de US$ 51.946, além de 121 posições à frente em IDH. Lembrando: as economias de mercado, como Chile, Hong Kong e Singapura, mesmo com Gini elevado são as que mais rapidamente eliminaram a pobreza em suas regiões.

A mesma incidência ocorre na relação a Estados Unidos (40.8) e Afeganistão (27.8), Singapura (42.5) e Bangladesh (32.1), Botswana (61.1) e Etiópia (29.8), Irlanda (34.3) e Ucrânia (26.6) etc. Simplificando, é preferível para o Gini que dentro de uma nação com o mesmo custo de vida, os 20% mais pobres recebam US$ 100, enquanto os 20% mais ricos US$ 500 que os 20% pobres recebam US$ 1.000 e os 20% mais ricos US$ 10.000. Neste exemplo há um Gini 100% maior, porém uma renda 10 vezes maior para os pobres. O fracasso deste conceito de desigualdade é ignorar a condição que vivem os mais pobre a fins de nutrir inveja pelos mais ricos.  Como disse Margareth Thatcher: socialistas preferem uma à igualdade material baseada no conceito de que os pobres estejam mais pobres, desde que os ricos estejam ainda menos ricos. Não é assim que é criada riqueza! Do contrário: a tentativa de igualar desiguais, apenas gera miséria sistêmica e meia dúzia de ricos. Para tanto, temos exemplos que não podem ser medidos no Gini: Cuba e Coreia do Norte. A riqueza  está contida em uma população inferior a 1%, de modo que todo restante da população, se mantém igualmente nivelada na pobreza. Como diria Churchill: “o vicio inerente do capitalismo é a desigualdade do sucesso, do socialismo é a igualdade do fracasso”.

Referências: 

Discurso Sobre a Origem e Fundamentos da Desigualdade entre os Homens – Rousseau

O Capital – Karl Marx

Variabilidade e Mutabilidade – Corrado Gini

Banco Mundial – Gini

Banco Mundial – PIB nominal per capita

Fundo Monetário Internacional

Índice de Desenvolvimento Humano 2013

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No capitalismo: a desigualdade do sucesso, no socialismo: a igualdade do fracasso! Hong Kong liberal: 13º em IDH e Gini (43.4) e Etiópia: arruinada pelo comunismo 173º em IDH e Gini (27.7).

 Christiano Di Paulla

comentários
  1. andre disse:

    Arrebentou estava procurando algo q condizia meu pensamento e achei seu texto parabens

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