Porque o governo de Michelle Bachelet levará à decadência a nação latina mais prospera e desenvolvida

Publicado: dezembro 17, 2013 em Livre Mercado e progresso

Não há nem nunca haverá um governo socialista, cujas premissas não sejam capazes de arruinar até a nação mais prospera e desenvolvida. A única diferença entre os resultados de governos socialistas é o nível do fracasso e o tempo que leva alcançar esta ruína e isto é um fato histórico. Os países nórdicos que prosperam no século XIX e início do século XX através do livre mercado demoraram duas décadas para perceber a dimensão do abismo que se encontravam graças ao Estado do bem-estar social. No início da década de 1990, o único caminho para manter o crescimento fora a liberalização econômica através da privatização, desregulamentação, sistema de voucher, redução do assistencialismo e redução dos impostos. Neste sentido, alguns se liberalizaram mais e outros menos, mas a tendência é manter este ritmo. Os países baixos foram aqueles que deram o maior salto: em 2013 declararam o fim do “Estado do mal-estar social”. Cabe citar que o modelo socialista descrito pelo economista Gunnar Myrdal não existe mais, restando apenas economias mistas cada vez mais liberalizadas.

Um caminho contrário ao tomado pelos países nórdicos pode ser observado na América Latina através do Chile. Durante a década de 1970, o governo chileno adotou medidas econômicas sob a tutela dos “Chicago boys”, tornando-se o país mais liberal da América Latina. Naquela época o Chile encontrava-se em total falência político-econômica, com hiperinflação, escassez de bens, serviços e um alto déficit publico. Tais medidas levaram o Chile ao milagre econômico chileno, além de torna-la a nação com os mais elevados níveis socioeconômicos da região. Recentemente o Chile chegou ao nível das potências superdesenvolvidas, ocupando a 40º colocação no IDH, além de deter um crescimento anual na base dos 5%. Entretanto, a recém-eleita Michelle Bachelet do Partido Socialista pretende mudar a constituição gerando uma reviravolta nesta histórica de sucesso. Na primeira eleição facultativa do Chile, quase 60% dos eleitores aptos a votar não compareceram. Em um país com 13 milhões de eleitores, a candidata recebera meros 3,4 milhões de votos, mas; suficientes para elegera. Infelizmente, ¼ da população chilena será responsável pela decadência de toda sua nação.

Bachelet pretende mudar a constituição que limitava o poder dos políticos a fins e criar reformas socioeconômicas extensas e de cunho socialista. No ensino superior pretende criar uma educação pública, custeado pelo aumento de impostos sobre empresas, passando de 20 para 25%. Ela também pretende acabar com o lucro no sistema de educação – o que provavelmente levará ao fim dos vouchers e ao controle dos preços. Bachelet defende a criação políticas de redistribuição de renda e uma previdência publica, aumentando a carga tributária do Chile, que é uma das menores no planeta (25%). Ela também pretende adiar a entrada do Chile no Acordo de Livre-Comércio do Trans-Pacífico. Ambas as medidas atendem aos desejos de manifestantes comunistas que marcaram uma passeata para o dia 25 de Março a fins de exigir este comprometimento. Naturalmente,  não serão desapontados. Bachelet fomentara uma coalizão com o Partido Comunista e outros grupos de esquerda a fins de ganhar as eleições. Entre seus aliados defensores da ditadura cubana e dos governos fracassados da Argentina e Venezuela. Sem perceber, o Chile retrocederá a níveis inimagináveis.

O primeiro erro (algo tipicamente socialista) é mudar a constituição para dar maiores poderes aos políticos. Com isto, aumentará a burocracia, número de cargos, salários e privilégios públicos – o que propiciará o aumento da corrupção e do deficit governamental. Neste sentido, cabe lembrar que o Chile é uma das nações menos corruptas do mundo. No Índice de Percepção de Corrupção (2012) que analisa o grau de corrupção entre funcionários públicos e políticos, o Chile possui um das melhores posições no mundo, ocupando a 21º colocação e à frente de nações como Bélgica, França, Coreia do Sul, Espanha e EUA. O Chile também é um dos países menos endividados do mundo, com um déficit de 11,9% do PIB. O segundo erro é o quesito educação. A educação básica é atualmente baseada no sistema de voucher, no qual o aluno recebe um vale para estudar na escola privada que bem desejar. Este processo gera ampla competição entre as escolas que visando o lucro, ofereçam o melhor sistema ao menor custo. Ao banir o lucro haverá redução das receitas e investimentos privados para a manutenção da educação, não haverá competição e estarão extintos os incentivos para a constante melhoria.

No quesito educação, o Chile também é a nação latina mais bem colocada, ocupando a 36º colocação no ranking do Fórum Econômico Mundial (2013) que analisa o ensino por completo. No Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (2013) que avaliara alunos em matemática, português e ciências, o Chile também é o mais bem posicionado, ocupando a 51º colocação. Segundo estudos divulgados pela SEDLAC, o Chile é a nação latina com maior nível de escolaridade entre jovens e adultos de 21 a 30 anos e onde os pobres estudam mais (20% dos mais pobres estudam em média 11 anos), possuindo 2,5 vezes mais estudos que seus avos e 50% a mais que seus pais, além de possuir a maior equidade educacional (diferença entre acesso entre ricos e pobres). O terceiro erro é a redistribuição de renda. Nas últimas trés décadas, a população pobre passou de 50 para 11%, a renda per capita aumentou de 4.000 dólares para 20.000 dólares e a inflação foi reduzida de aproximadamente 250% ao ano para menos de 7%. Socialistas insistem em usar o GINI e comparar ricos e pobres, ao invés de analisar a qualidade de vida dos mais pobres e sua elevação. Redistribuindo renda, reduzirão os incentivos que propiciaram este desenvolvimento. Nivelarão-se por baixo!

O quarto erro é a previdência publica, a fins de “competir” com a privada. Não há competição quando o consumidor é forçado a pagar por um produto (impostos). Com a entrada de um sistema estatal, todos pagarão por alguns, sem que haja o controle pessoal de quando e por quanto aposentarão. No atual sistema, há liberdade para escolher o modelo, custeado individualmente. O sistema privado de pensões chilenas incentiva o investimento doméstico, produzindo uma poupança em 21% do PIB. Lembrando: nada disto é necessário, visto que os idosos chilenos possuem a maior qualidade de vida na América Latina, segundo a OCDE. No quesito saúde, a Bloomberg classificou o Chile como 13º sistema de saúde mais eficiente do mundo e à frente da Grã Bretanha, Austrália, Canadá, França e Alemanha. Em todos os demais rankings, persegue as mesmas perspectivas. A nação é considerada a 7º melhor nação para investimentos em todo planeta, e possui uma das economias mais livres, além de contar com o melhor sistema de transporte e infraestrutura da América. Aumentando gastos públicos, alterando a constituição e provendo todo tipo de assistencialismo, a livre iniciativa estará podada. Assim o Chile retrocederá e à irredutível fracasso!

Referências:

Sobre a grande depressão da Suécia – Per Bylund

Índice de Percepção de Corrupção 2012

Índice de Desenvolvimento Humano 2013

Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes 2013

IFM – Report Selected Coutries and Subjetct 2013

OCDE – Organisation for Economic Co-operation an Development

Bloomberg – Business, Financial & Economic News, Stock Quotes

SEDLAC

dawdaw-tile

Sob um governo socialista; o único país liberal da América Latina, será uma Venezuela amanha! Não há dúvidas históricas ou econômicas!

Christiano Di Paulla

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