As falácias de professores socialistas

Publicado: dezembro 11, 2013 em Falácias socialistas

Não há em um país como o Brasil, uma só família lúcida à realidade nacional, que não tenha imensa preocupação com a educação de seus filhos. Ocorre por dois distintos motivos: em primeiro, qualquer pessoa bem informada compreende que nossa educação está entre as piores segundo todos os rankings mundiais. Ano pós ano, o Brasil aparece nas ultimas colocações. Em 2012, uma pesquisa feita pela Avaliação Brasileira Final do Ciclo de Alfabetização apontara que 70 dos alunos do 3º ano do ensino médio, mal souberam ler, escrever e realizar operações matemáticas básicas. Já nos cursos superiores este número tem uma leve redução, caindo para cerca de 50% dos universitários, segundo uma pesquisa realizada pela PUC-DF – uma proporção maior que do IPM (38%). Em segundo, o Brasil sofre com o crescente proselitismo socialista nas escolas e universidades. Partidos políticos, sindicatos, grupos como MST dentre diversos outros, estão infiltrando-se na educação a fins de propagar ideais nocivos que fracassaram em todo o mundo. Por tais motivos, toda atenção à educação dos filhos deve ser redobrada.

O pensamento socialista não fora somente refutado por fatos históricos, mas por inumeráveis estudos de cunho científico. Neste sentido, cabe lembrar que para uma teoria refutada ser impor no meio acadêmico, resta apenas o viés: da distorção de determinados fatos históricos, a obliteração de determinados conhecimentos e a calúnia a fins de desqualificar a consideração empírica. Todos estes elementos são encontrados na educação brasileira. Particularmente, pude testemunhar tais incidências no período em que estudei, assim como testemunho na atualidade através dos filhos de amigos e familiares. O primeiro elemento utilizado para a propagação de ideais socialistas é a distorção de fatos históricos o que leva ao comunal argumento das supostas “crises do capitalismo”. Esta falácia é documentada nos livros de historia do ensino médio ao se tratar do Crack de 1929. Segundo ardilosos professores marxistas, a crise ocorrera em função de um mercado liberal desregulamentado – o que propiciara decadência do liberalismo e a necessidade de intervenções governamentais.

Os argumentos referentes à crise de 1929 são usados repetidamente a cada vez que uma crise global aflige o mercado em uma visão generalista, que oblitera fatos e distorce a realidade. Exemplificarei. A crise de 1929 tem origem na primeira guerra mundial. Este evento catastrófico arruinara a indústria europeia, tornado os EUA o maior provedor de bens e serviços. Todavia, na medida em que estas nações se reerguiam, a necessidade da indústria americana se reduzia, destinando a imensa produtividade gerada por tal demanda à ofertar estes bens no mercado interno norte-americano. Com isto, o início da década de 1920 fora mercado por um processo deflacionário. Tentando conter este processo natural e até benéfico aos consumidores, o governo americano ampliou a oferta de crédito e reduziu a taxa de juros para estimular o consumo destes bens. O resultado fora o estabelecimento de uma ilusão no qual investimentos em longo prazo se apresentavam viáveis, quando não havia poupança para consumá-los – o que não se sustentaria por muito tempo, levando ao crack da bolsa.

Algo similar ocorrera em 2008 quando o governo aumentara a oferta de crédito imobiliário, reduzindo a taxa de juros, gerando uma crise norte-americana. Um pouco diferente fora a recente crise na zona euro, que ocorrera em função da demasia de gastos públicos, embora houvesse a presença de ajustes monetários via Banco Central. Tais perspectivas são opostas ao liberalismo que defende a existência de bancos privados cunhando suas moedas independentes, sem nenhum controle governamental sobre crédito e taxa de juros, além da concepção de Estado mínimo, visando à minimização do déficit publico. Outra falácia corresponde ao termo “neoliberal”. Não existe neoliberalismo, visto que para a existência de uma doutrina econômica faz-se necessário material acadêmico. Este termo representa apenas uma gíria inventada por socialistas (Democratas) através do Conselho de Washington. Embora eles tivessem adotado a privatização, era somente com relação a empresas ineficientes, ao contrário do que roga o liberalismo. Não consistia numa intenção de liberalizar a economia, mas dinamizar as funções do Estado, mantendo o assistencialismo e intervenções econômicas.

Nos textos comumente empregues em escolas por professores marxistas, ignora-se que as causas das crises financeiras globais são a intervenção estatal. Eles também exigem mais do veneno que nos consome (Estado sobre a economia). Desconhece a terminologia econômica, suas correntes, história, teorias e significados. E mais: obliteram o imenso fracasso do socialismo e o absoluto sucesso da economia de livre mercado. Segundo eles, a URSS caiu, porque não empregou o legitimo socialismo. O socialista ignora todas suas fracassadas experiências, o que demonstra uma imensa falta de caráter e um declarado mecanismo de evasão. Culpa a fraqueza dos países africanos, fragilizados por ditaduras comunistas após sua independência e distantes do liberalismo, por um livre mercado que nunca tiveram. Ignoram que aquelas que tentam se aproximar deste conceito, florescem reduzindo as mazelas do tempo, como Maurício e Botsuana. Alegam que o liberalismo cria problemas sociais como desemprego, empobrecimento, concentração de renda dentre outros, quando são as nações com os melhores indicadores socioeconômicos (Suíça, Canadá, Singapura, Austrália etc.). Do contrário, encontram-se nações socialistas: pobres e desiguais (Cuba, Venezuela, Congo, Moçambique etc).

Doravante, faz-se necessário ressaltar o motivo de nossa obrigação no combate à doutrinação socialista nas escolas: em primeiro, estas escolas não estão interessadas na formação do aluno, mas na simples doutrinação política. Pouco importa um conhecimento efetivo capaz de gerar resultados práticos: mas a simples disseminação de uma filosofia barata. Em segundo: esta doutrinação depende de conhecimentos falsos de manipulação da realidade histórica, o que vai contra as reais funções do mundo acadêmico: o esclarecimento. Em outras palavras, eles prestam um serviço de deseducação. Em terceiro: tais “conhecimentos” são extremamente nocivos aos estudantes, pois geram uma revolta equivocada com as políticas socioeconômicas de melhor desempenho (encontradas em países de primeiro mundo). Assim, professores marxistas geram jovens frustrados, incapazes de aceitar sua posição na sociedade, descompromissados com o trabalho, com sua renda e realizações em longo prazo. Lutar pelo conforto lhe parecerá um luxo burguês! Como futuros adultos, estarão à espera de um líder salvador: o Estado paternalista que supostamente lhes dará todo conforto material em troca de sua sujeição. Este é o primeiro passo para uma sociedade de escravos!

Referências:

Avaliação Brasileira Final do Ciclo de Alfabetização – 2012

PUC-DF

Instituto Paulo Montenegro  (IPM)

A Grande Depressão Americana – Murray N. Rothbard

Artigos para se entender a crise – Leandro Rogue

Mises contra os neoliberais – as origens desse termo e seus defensores – Jörg Guido Hülsmann

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Christiano Di Paulla

comentários
  1. Geová disse:

    Os textos são excelentes, mas falta um pouco mais de cuidado com o português.

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