Refutando as profecias de Marx – Parte 2

Publicado: novembro 13, 2013 em Marxismo

A falácia marxista mais comum é sua teoria marxista dos ciclos econômicos. No conceito marxista, esta teoria se refere às supostas “crises do capitalismo”.  Como citado nos parágrafos anteriores, o fato da mais-valia não existir, somado as realizações da economia de mercado propiciando o gradativo aumento da qualidade de vida dos trabalhadores, criará um efeito não esperado por Marx. Quando observamos nações que mais se envolveram no processo de liberalização econômica, respeito à propriedade privada e o Estado de direito, notamos que os salários aumentaram, as mercadorias evoluíram, as pobrezas foram eliminadas e a renda descentralizada. Em exemplo podemos citar Austrália, Nova Zelândia, Suíça, Irlanda ou Canadá. Assim, a suposta crise estrutural do capitalismo nunca ocorrera nas nações que mais estiveram inseridas neste modelo, mas do contrário: foram nações praticamente feudais, com os mínimos laços com a economia de mercado que experimentaram regimes comunistas: Rússia, China, Vietnã, Etiópia, Angola, República do Congo etc. Com isto, elas detiveram resultados extremamente opostos.

Da mesma forma que nunca houvera uma crise estrutural na economia de mercado, jamais ocorrera à crise final, no qual a revolta com a economia de mercado após seu apogeu levaria a revolução proletária. Entretanto, marxistas insistem em alegar que Marx estava correto ao tratar da crise de superprodução, baseando-se equivocadamente no crack de 1929. Eles parecem ignorar os motivos da crise e as teorias de Marx. Para ele, o capitalista sempre busca o aumento da mais-valia. Reduzindo os salários dos operários e/ou aumentando a produtividade, ele amplia os lucros. Todavia, se há aumento de produtividade e, simultaneamente, o poder de compra da massa dos consumidores permanece igual ou diminui, em algum momento vai haver sobre produção, ou seja: a produção de mercadorias que não podem ser vendidas, visto que não podem ser convertidas em valor de troca, em lucro, justamente pela falta de compradores (subconsumo). A superprodução impede o lucro e força às empresas a cortar custos, reduzindo salários e demitindo trabalhadores, diminuindo dessa maneira ainda mais a massa dos consumidores, num círculo vicioso que propicia o colapso do sistema.

Nada do que fora proferido por Marx no que concerne a superprodução se encaixa na crise de 1929 sem que possua qualquer evidencia empírica. A crise de 1929 jamais fora provocada pela suposta mais-valia, nem pela redução da diminuição do poder de compra, causada por qualquer apropriação indevida. A crise tivera origem com o auxilio dos EUA na reconstrução de Europa, arrasada pela destruição da Primeira Guerra Mundial. Entretanto, como havia de se esperar, as nações arrasadas viriam a recompor suas indústrias, deixando de depender da massiva produção norte-americana. Com isto, toda sua produção massiva, fora destinada ao consumo interno, causado uma deflação congênita – o que propiciará uma considerável recessão. Este processo oriundo de uma condição histórica única seria amenizado com o tempo, visto que os empreendedores buscariam novas perspectivas a fins de permanecer lucrando, como mudar de ramo, inovar sua produção ou até mesmo procurar novos mercados externos. Todavia, o governo interferiu, tentando contornar a situação momentânea, aumentando a oferta de crédito e reduzindo os juros, o que propiciara uma falsa impressão de prosperidade para o mercado.

A interferência da Reserva Federal norte-americana “distorceu os símbolos” de informação contida no sistema monetário gerando a ilusão de que os investimentos e o consumo poderiam persistir no mesmo ritmo, mesmo que não houvesse poupança suficiente para compensar estes gastos. Esta ilusão monetária, representada pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, propiciará investimentos ruins que resultaram na queda da bolsa em 1929, gerando uma crise generalizada. Uma crise similar ocorrera nos EUA com da bolha imobiliária de 2008. Sem contar outros tipos de crise causados pela interferência do governo, como crise do gato público europeu no mesmo período. Portanto, a crise de 1929 como tantas outras, não tem origem no mercado, mas nas ações indevidas de burocratas com seus gastos exorbitantes ou através de Bancos Centrais – algo que vai se opõe às teorias liberais de Smith à Hayek. Não há nenhum nexo em associar a teoria marxista da superprodução a estas e outras crises oriundas de ações politicas antiliberais. Tais hipotiposes são apenas mero oportunismo marxista.

Referências:

A Ideologia Alemã – Karl Marx

O Capital – Karl Marx

A Grande Depressão – Uma análise das causas e consequências – Hans F. Sennholz

Fim do FED – Porque Acabar com o Banco Central – Ron Paul

crise-europeia-e-marketing-digitalA crise da Zona Euro (20080-2012) fora causada pelos gastos públicos exorbitantes e mesmo assim, os marxistas culpam o mercado pelo Estado: um disparate sem limites!

Chris Di Paulla

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