Falácias socialistas: polilogismo e redundância

Publicado: outubro 3, 2013 em Falácias socialistas

O polilogismo é uma das falácias mais comuns usadas por socialistas. Este mecanismo de evasão verbal consiste em uma espécie de argumentum ad hominem (atacar o indivíduo ao invés de seu argumento). Para tanto, o polilogista alega que o contra-argumento apresenta um padrão lógico deturpado. Assim, a crítica é taxada de inepta, enquanto a necessidade de respondê-la é ignorada. O termo polilogismo fora cunhado pelo economista Ludwig Von Mises. Para o austríaco, a alegação de que determinado argumento preenche um perfil lógico distinto é invalida, pois “todas as inter-relações humanas são baseadas em uma estrutura lógica uniforme”. Graças a esta estrutura (como no caso da linguagem), o indivíduo é capaz de comunicar-se com outros seres humanos através do pensamento racional. Mesmo que alguns detenham uma forma de pensar mais profundo e refinado, esta característica não nega uma base comum capaz de transmitir informações de forma consistente.

Na introdução da obra Ação Humana, Mises escreve: “O marxismo afirma que a forma de pensar de uma pessoa é determinada pela classe a que pertence. Toda classe social tem sua lógica própria…. Este polilogismo, posteriormente, assumiu várias outras formas. O historicismo afirma que a estrutura lógica da ação e do pensamento humano está sujeita a mudanças no curso da evolução histórica. O polilogismo racial (nazismo) atribui a cada raça uma lógica própria.” Logo, o polilogista é alguém que afirma a existência de uma multiplicidade irreconciliável de formas lógicas em face à raça, gênero, classe ou período histórico negando pressupostos racionais universais. Todavia, no polilogismo há outro um fator adicional que o distingue do ad hominem tradicional: na suposta variedade de estrutura lógica reside um inevitável conflito entre as estruturas, baseando-se na exploração. O polilogista cria uma rivalidade lógica a fins de impedir qualquer tipo de refutação.

Uma vez que sejam refutados, polilogistas sempre argumentarão que seus opositores são alienados e incapazes de entender o suposto pensamento coletivo que seria uma “forma superior de pensar”. A falácia do polilogismo é empregue em vários debates da atualidade. Segundo ambientalistas (socialista) defensores do controle das atividades empresariais supostamente a fins de reduzir impactos ambientais, os capitalistas não podem entender sua lógica, pois estão fora de sintonia com a natureza e suas necessidades. Eles seriam os únicos aptos a entender e resolver tais problemas. Do mesmo modo, a classe média não poderia entender as demandas dos pobres que hipoteticamente dependem da redistribuição de renda. O mesmo se empregaria aos brancos com relação aos negros (dadas críticas ás cotas raciais), aos velhos com relação aos jovens, homens com relação às mulheres (quando o assassino de mulher cumpre 30 anos e o de homem 20) levando ao controle e regalias que destroem a igualdade diante a lei.

A “filosofia do oprimido” usada por socialistas encontrara na falácia do polilogismo, um grande aliado. Entretanto, o polilogismo não  ataca somente o livre debate, mas a gramática e a retórica. Seus entusiastas empregam termos como: “justiça social”, “política pública”, “democracia social”, “questão social”, “direitos humanos”, “desigualdade social”, dentre vários outros que são descabidos e redundantes. Em exemplo: justiça deriva do latim justitia, significando “conformidade com o direito” e sugere o emprego de uma regra imparcial que visa o equilíbrio entre determinado grupo social. Social vem de sociale e deriva do latim societate, e exprime “coletividade humana”. Logo, toda justiça é social. Sua existência depende de um ambiente coletivo onde surgir conflitos. Outra clara redundância faz-se do termo “política social”. Política origina-se do grego: politiké, e significa “ciência dos negócios de Estado”. Já público tem raiz no latim publicu, relativo à coletividade, oficial, estatal. Logo não existe política que não seja pública.

Outro termo incoerente é “democracia social”. Democracia deriva do grego demo+kratos e significa: governo do povo. Portanto não existe democracia que não seja social. Em suma, estes novos tipos de terminologias foram elaboradas a fins de desvirtuar os significados originais, criando um novo viés através de uma semântica absurda e demagoga. O uso da redundância “social” visa conduzir a uma intervenção política, coletivista e estatista sobrepondo a liberdade e os direitos individuais. Por exemplo; ao empregar o termo “desigualdade social” faz-se uma crítica ao desnivelamento econômico entre sujeitos e grupos, ignorando particularidades voluntárias como gostos, aptidões, ofícios, meios de poupar e investir. Na existência de uma igualdade material sugere-se a necessidade a apropriação dos bens alheios a fins de redistribuição. Arruína-se o mérito criando privilégios que destroem o Império da Lei e o Direito Natural à propriedade, transpondo a definição original de justiça.

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Polilogistas não estão interessados em argumentos, lógica ou resultado. Se abstém da razão em nome de modelos fracassados, criando falsas rivalidades. Eles agem como rogava César: “dividir para conquistar”.

Christiano Di Paulla

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