O socialismo como psicopatologia

Publicado: setembro 19, 2013 em O que é o socialismo?
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Durante muito tempo tentei entender as razões psicológicas que conduzem ao delírio socialista. Foi quando me deparei com um belíssimo estudo norte-americano. Na obra The Liberal Mind: Psychological Causes of Political Madness o psiquiatra americano Lyle Rossiter demonstra que através de uma análise cética pautada na dinâmica social que o pensamento socialista se enquadra no quadro das doenças mentais como um transtorno de personalidade. Nele há a inclinação para à neurose devido a dificuldade de lidar com traumas inconscientes. A parti de então, compreendi que o socialismo não é somente um sistema político-econômico destinado ao irredutível fracasso, mas também consiste numa nítida psicopatologia. Não é de se espantar que mesmo refutados no campo da lógica ou diante a clara evidencia histórica, os admiradores do socialismo persistam defendendo tal modelo com veemência, ignorando a realidade. Outros agem de forma mais agressiva, incitando ao ódio entre classes, a espoliação e a ditadura.

Doravante, cabe memorar a definição de transtorno de personalidade. Este tipo de psicopatologia se caracteriza por padrões de interação interpessoais desviantes de uma conduta saudável, capaz de comprometer o indivíduo na esfera social e profissional. Na maior parte dos casos, o indivíduo considera os sintomas como normais. Deste modo um diagnóstico preciso somente ocorrerá através de uma observação exterior. Rossiter chegara a esta conclusão após notar um padrão comportamental nos socialistas tanto na esfera individual quanto social. Para ele, há uma negação das responsabilidade e identidade individual em um sentimento de auto piedade, promovendo a dependência à um agente externo (representado por um governo provedor) que assume a identidade dos pais.  Assim o indivíduo perde a iniciativa, descrê nas liberdades individuais dos demais membros da sociedade, racionaliza a violência, abstém-se de obrigações financeiras, nega os direitos de propriedade, justifica o roubo e a invasão da privacidade.

Rossiter analisa estes transtorno a partir do desenvolvimento infantil, quando a personalidade  é inicialmente socializada pelos pais ou pessoas próximas. Mesmo com a influência de terceiros, os pais preparam as crianças para o futuro, visando que sejam aptas a reagir bem as adversidades de forma dinâmica, independente e competente. Elas passarão de um estado de identificação para diferenciação, formando seus valores personalidade. Sobre tais perspectivas, o homem é individual, mas também indissociável do meio e deve responder de forma hábil às pressões destes universos. Quando isto não ocorre de forma saudável, terá problemas para aceitar sua realidade e a realidade que vos cerca. Na mente socialista há descrença nos indivíduos, em seus desejos e ambições particulares e uma fé inabalável em líderes com poderes quase mágicos que seriam supostamente capazes e responsáveis de trazer paz e riqueza material. Em sua psique incide o desrespeito a soberania e liberdade do indivíduo, à igualdade diante as leis e com relação aos limites necessários para que o governo preserve os direitos naturais.

Segundo Rossiter, a mente esquerdista tem um padrão, que se reflete tanto em um padrão comportamental, quanto um padrão de crenças e alegações. Portanto, é possível “modelar” a mente do esquerdista a partir de uma série de padrões. A partir daí, Rossiter investiga uma larga base de conhecimento de desordens de personalidade, e usa-as para modelar os padrões de comportamento dos esquerdistas. Segundo Rossiter, basta observar o comportamento de um esquerdista, mapear suas crenças e ações, e compará-los com os dados científicos a respeito de algumas patologias da mente. A mente esquerdista pode ser classificada como um distúrbio de personalidade por que as crenças e ações resultantes deste tipo de mentalidade se encaixam com exatidão no modelo psiquiátrico do distúrbio de personalidade. As análises de Rossiter são feitas tanto nos contextos individuais (a crença do cidadão esquerdista em relação ao mundo), como nos contextos corporativos (ação de grupo, endosso a políticos profissionais, etc.).

Rossiter nos lembra que a personalidade é socializada pelos pais e pela família, como uma parte do desenvolvimento infantil. Mesmo com a influência do ambiente escolar, são os pais que preparam a criança para o futuro. A partir disso, ele avalia o que é um desenvolvimento sadio, para desenvolver uma personalidade apta a viver em um mundo orientado a valorização da competência, dentro do qual essa personalidade deverá reagir. Uma personalidade sadia reagiria bem a esse mundo já sem a presença dos pais, enquanto uma personalidade com distúrbio não conseguiria o mesmo sucesso. Em cima disso, Rossiter avalia a personalidade desenvolvida com os itens da agenda esquerdista, demonstrando que muitos itens dessa agenda estão em oposição ao desenvolvimento sadio da personalidade. Para o seu trabalho, Rossiter classifica os esquerdistas em dois tipos: benignos e radicais. Os radicais são aqueles cujas ações (agenda) causam dano a outros indivíduos. De qualquer forma, os esquerdistas benignos (seriam os moderados) dão sustentação aos esquerdistas radicais.

Rossiter define o homem como uma fonte autônoma de ação, ao mesmo tempo em que está envolvido em relações, como as econômicas, sociais e políticas. Isto é definido por Rossiter como a Natureza Bipolar do Homem, pois mesmo que ele seja capaz de ação independente, também é restrito pelo contexto social, na cooperação com os outros. A partir dessa constatação, tudo o mais flui. Para permitir que o homem seja capaz de operar com sucesso em seu ambiente natural, deve existir um desenvolvimento adequado da personalidade. Este desenvolvimento da personalidade surge a partir dos outros, idealmente a mãe e a família. Outro ponto central: toda a análise de Rossiter é feita no contexto de uma sociedade livre, não de uma sociedade totalitária. Portanto, ele avalia o quão alguém é sadio em termos de personalidade para viver em uma sociedade democrática, e não em uma sociedade formalmente totalitária, como Coreia do Norte, Cuba ou China, por exemplo.

Competência em uma sociedade livre

Fica claro que não devemos esperar de Rossiter avaliação sobre um modelo de personalidade para toda e qualquer sociedade, pois ele é bem claro em seu intuito: desenvolver e estudar personalidades competentes para a vida em uma sociedade livre. A manutenção de tal sociedade requer regras para existir, que devem ser codificadas em leis, hipóteses, assim como regras do senso comum.

Nesse contexto, as habilidades a seguir são aquelas de um adulto competente em uma sociedade com liberdade organizada:
  • Iniciativa – Fazer as coisas acontecerem.
  • Atuação – Agir com propósito.
  • Autonomia – Agir independentemente.
  • Soberania-  Viver independentemente, através da tomada de decisão competente.
Rossiter define os direitos naturais do homem, para uma pessoa adulta vivendo em uma sociedade de liberdade organizada. Estes compreendem o exercício, conforme qualquer um escolher, das habilidades selecionadas acima, todas elas sujeitas às restrições necessárias para uma sociedade com paz e ordem. Assim, direitos naturais resultam da combinação de natureza humana e liberdade humana. Natureza humana significa viver como alguém quiser, sujeito as restrições necessárias para paz e ordem.
Considerando estes atributos humanos, Rossiter define como uma ordem social adequada, aquela que possui os seguintes aspectos:
  1. Honra a soberania do indivíduo
  2. Respeita a liberdade do indivíduo.
  3. Respeita a posse de propriedade e integridade dos contratos.
  4. Respeita o princípio da igualdade sob a lei.
  5. Requer limites constitucionais, para evitar que o governo viole os direitos naturais.
Os aspectos acima são avaliados na perspectiva do indivíduo, não de grupos ou classes, em um processo relacionado à individuação, conceito originado em Jung. Neste processo, o ser humano evolui de um estado infantil de identificação para um estado de maior diferenciação, o que implicará necessariamente em uma ampliação da consciência. A partir daí, surge cada vez mais o conhecimento de si-mesmo, em detrimento das influências externas. Eventuais resistências à individuação são causas de sofrimento e distúrbios psiquícos.
Segundo Rossiter, o indivíduo adulto que passou adequadamente pelo processo de individuação assume de forma coerente seu direito a vida, liberdade e busca da felicidade. Mesmo assim, isso não significa que ele pode fazer o que quiser, pois deve respeitar o individualismo dos outros e interagir com eles através da cooperação voluntária. Assim, o individualismo deve ser associado com mutualidade, para o desenvolvimento de um adulto competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada.
Rossiter estuda com afinco as características de desenvolvimento do invidíduo, de acordo com regras pelas quais ele pode viver em uma sociedade de liberdade organizada, e lista sete direitos individuais do cidadão comum, dentro dos quais ele pode exercitar sua autonomia, livre da interferência do governo:
  1. Direito de auto-propriedade (autonomia)
  2. Direito de primeira posse (para controlar propriedade que não tenha sido de posse de ninguém antes)
  3. Direito de posse e troca (manter, trocar ou comercializar)
  4. Direito de auto-defesa (proteção de si próprio e da proriedade)
  5. Direito de compensação justa pela retirada (a partir do governo)
  6. Direito a acesso limitado (a propriedade dos outros em emergências)
  7. Direito a restituição (por danos a si próprio ou propriedade)
Estes são normalmente chamados de direitos naturais, direitos de liberdade ou direitos negativos. O governo deve ser estruturado para proteger estes direitos, e precisa ser estruturado de forma que não infrinja-os.  A obrigação do governo em uma sociedade de liberdade organizada envolve implementar e sustentar estas regras para proteger o cidadão de infrações cometidas tanto por outros como pelo próprio governo.
Eis que surge o problema da mente esquerdista, que quer atacar basicamente todos os pilares acima. Em cima disso, Rossiter levanta as crenças da mente esquerdista, que, juntas, dão um fundamento do modelo da mente deles:
  1. Modelos sociais ideais tradicionais estão ultrapassados e não se aplicam mais.
  2. A direção do governo é melhor do que ter os cidadãos tomando conta de si próprios.
  3. A melhor fundação política de uma sociedade organizada ocorre através de um governo centralizado.
  4. O objetivo principal da política é alcançar uma sociedade ideal na visão coletiva.
  5. A significância política do invidíduo é medida a partir de sua adequação à coletividade.
  6. Altruísmo é uma virtude do estado, embutida nos programas do estado.
  7. A soberania dos indivíduos é diminuída em favor do estado.
  8. Direitos a vida, liberdade e propriedade são submetidos aos direitos coletivos determinados pelo estado.
  9. Cidadãos são como crianças de um governo parental.
  10. A relação do indivíduo em relação ao governo deve lembrar aquela que a criança possui com os pais.
  11. As instituições sociais tradicionais de matrimônio e família não são muito importantes.
  12. O governo inchado é necessário para garantir justiça social.
  13. Conceitos tradicionais de justiça são inválidos.
  14. O conceito coletivista de justiça social requer distribuição de riqueza.
  15. Frutos de trabalho individual pertencem à população como um todo.
  16. O indivíduo deve ter direito a apenas uma parte do resultado de seu trabalho, e esta porção deve ser especificada pelo governo.
  17. O estado deve julgar quais grupos merecem benefícios a partir do governo.
  18. A atividade econômica deve ser cuidadosamente controlada pelo governo.
  19. As prescrições do governo surgem a partir de intelectuais da esquerda, não da história.
  20. Os elaboradores de políticas da esquerda são intelectualmente superiores aos conservadores.
  21. A boa vida é um direito dado pelo estado, independentemente do esforço do cidadão.
  22. Tradições estabelecidas de decência e cortesia são indevidamente restritivas.
  23. Códigos morais, éticos e legais tradicionais são construções políticas.
  24. Ações destrutivas do indivíduo são causadas por influências culturais negativas.
  25. O julgamento das ações não deve ser baseado em padrões éticos ou morais.
  26. O mesmo vale para julgar o que ocorre entre nações, grupos éticos e grupos religiosos.
Como tudo na vida, o aceite de crenças tem consequências. No caso do aceite das crenças esquerdistas, consequências incluem:
  1. Dependência do governo, ao invés de auto-confiança.
  2. Direção a partir do governo, ao invés da auto-determinação.
  3. Indulgência e relativismo moral, ao invés de retidão moral.
  4. Coletivismo contra o individualismo cooperativo.
  5. Trabalho escravo contra o altruísmo genuíno.
  6. Deslocamento do indivíduo como a principal unidade social econômica, social e política.
  7. A santidade do casamento e coesão da família prejudicada.
  8. A harmonia entre a família e a comunidade prejudicada.
  9. Obrigações de promessas, contratos e direitos de propriedade enfraquecidos.
  10. Falta de conexão entre premiações por mérito e justificativa para estas premiações.
  11. Corrupção da base moral e ética para a vida civilizada.
  12. População polarizada em guerras de classes através de falsas alegações de vitimização e demandas artificiais de resgate político.
  13. A criação de um estado parental e administrativo idealizado, dotado de vastos poderes regulatórios.
  14. Liberdade invididual e coordenação pacífica da ação humana severamente comprometida.
Aliás, eu acho que Rossiter esqueceu de consequências adicionais como: (15) Aumento do crime, devido a tolerância ao crime, e (16) Incapacidade de uma base lógica para que a sociedade sequer tenha condição de julgar o status em que se encontra.
Por que a mente esquerdista é uma patologia?
Para Rossiter, a melhor forma de avaliar a mente do esquerdista é a através dos valores que ele tem, e os que ele rejeita. Mais:
Como todos os outros seres humanos, o esquerdista moderno revela seu verdadeiro caráter, incluindo sua loucura, nos valores que possui e que descarta. De especial interesse, no entanto, são os muitos valores sobre os quais a mente esquerdista não é apaixonada: sua agenda não insiste em que o indivíduo é a principal unidade econômica, social e política, ele não idealiza a liberdade individual em uma estrutura de lei e ordem, não defende os direitos básicos de propriedade e contrato, não aspira a ideais de autonomia e reciprocidade autênticas. Ele não defende a retidão moral ou sequer compreende o papel crítico da moralidade no relacionamento humano. A agenda esquerdista não compreende uma identidade de competência, nem aprecia sua importância, e muito menos avalia as condições e instituições sociais que permitam seu desenvolvimento ou que promovam sua realização. A agenda esquerdista não compreende nem reconhece a soberania, portanto não se impor ta em impor limites estritos de coerção pelo estado. Ele não celebra o altruísmo genuíno da caridade privada. Ele não aprende as lições da história sobre os males do coletivismo.
Rossiter diz que as crianças não nascem com este “programa”, que é adquirido especialmente durante o aprendizado escolar. Em resumo: um adulto, competente para operar em uma sociedade de liberdade organizada, na maior parte das vezes adquire estes valores dos pais e da família, mas um esquerdista radical não.
Basicamente, o esquerdismo pode ser caracterizado como uma neurose, baseada nos traumas do relacionamento com a família durante o desenvolvimento da personalidade. Sendo uma neurose de transferência, ela compreende as projeções inconscientes das psicodinâmicas da infância nas arenas políticas da vida adulta. É o resultado de uma falha no treino da criança nos elementos psicodinâmicos básicos de um adulto, competente para viver em uma sociedade de liberdade organizada. (Obviamente, um esquerdista jamais irá reconhecer as “fendas” em seu desenvolvimento de criança até um adulto). Rossiter nos diz mais:
Sua neurose é evidente em seus ideais e fantasias, em sua auto-justiça, arrogância e grandiosidade, na sua auto-piedade, em suas exigências de indulgência e isenção de prestação de contas, em suas reivindicações de direitos, em que ele dá e retém, e em seus protestos de que nada feito voluntariamente é suficiente para satisfazê-lo. Mais notadamente, nas demandas do esquerdista radical, em seus protestos furiosos contra a liberdade econômica, em seu arrogante desprezo pela moralidade, em seu desafio repleto de ódio contra a civilidade, em seus ataques amargos à liberdade de associação, em seu ataque agressivo à liberdade individual. E, em última análise, a irracionalidade do esquerdista radical é mais aparente na defesa do uso cruel da força para controlar a vida dos outros

A análise de Rossiter parte da Teoria Psicossocial de Erik Erikson. Ele classifica que socialistas possuem cinco déficits:

1º Confiança Básica: Esta perspectiva se desenvolve nos primeiros anos de vida. Nesta idade a bebê aprenderá a ter confiança, através do relacionado materno. A confiança básica é demonstrada na capacidade de dormir de forma pacífica, alimentar-se confortavelmente e de excretar de forma relaxada. Devido à esta confiança, o bebê atinge uma realização social, aceitando que ela pode ausentar-se, na certeza que ela voltará. Assim terá contato com adultos, aprendendo a confiar e depender, assim como a confiar em si mesmo. Quando esta fase não ocorre de forma saudável, passa a adorar a mãe o que se reflete na fase adulta. Neste sentido, socialistas idolatram o Estado como sua mãe ausente.

2º Autonomia: Este estágio ocorre nos primeiros dois anos, quando a criança aprenderá quais são seus privilégios, obrigações e limitações. Há a necessidade de auto-controle, aceitação de regras e reconhecimento de suas tarefas, desenvolvendo o senso de autonomia. Quando esta fase não ocorre de forma saudável a criança age com teimosia. Uma vez que os pais sejam coniventes, se tornará mimada e fará todo tipo de exigência aos país, agindo sem limites ou obrigações. Perderá a autoconfiança, auto direção e autorregularão, limitando sua cooperação com o meio. No caso dos socialistas, eles não aceitam as obrigações financeiras, justificam a apropriação indevida e exigem a indulgência do Estado.

3º Iniciativa: Desenvolvida nos quatro primeiros anos de idade, a iniciativa é responsável pela capacidade de assumir funções com propósito. Nesta fase a criança encontra-se mais avançada e mais organizada tanto a nível físico como mental. A criança passa a escolher sua diversão, organizar seus brinquedos e agir de forma mais independente. Esta fase esta intimamente ligada a fantasia infantil. Entretanto esta fase também é perigosa, visto que a criança pode usar de meios agressivos e manipulativos para atingir suas metas. Crianças com este déficit tornam-se adultos que assumem um papel infantil diante uma figura de poder. Assim são os socialistas com relação ao governo: voltam-se para os que prometem assumir suas responsabilidades em troco da sujeição coletiva.

4º Diligencia: Esta fase é responsável pela capacidade de iniciar ações e completa-las fora do ambiente familiar (na escola, por exemplo) e tem como meta desenvolvimento da competência adulta em suas interações econômicas e de socialização. Deste modo a atenção é desviada dos brinquedos para ações mais produtiva. Neste estágio existe um perigo eminente que se caracteriza pelo sentimento de inferioridade quando julga-se incapaz de executar as tarefas propostas pelos pais e professores. Neste déficit, surge a revolta consigo mesmo, levando a desordens comportamentais, diligencia e abuso de drogas sabotando a cooperação. O mesmo ocorre com socialistas que visam ignorar suas debilidades através da rebeldia desenfreada e da revolução violenta.

5º Identidade: Esta fase vai dos 12 aos 20 anos e surge durante quando o adolescente busca um senso de identidade na construção do self. Todavia, ele está disposto à várias personas e que muitas vezes são contraditórias. Ele passa a se confrontar com os novos desafios, com sua confiança, autonomia, adequação, aceitabilidade, superação, libido, racionalidade e estabilidade emocional. Durante este período ele buscará seu papel no mundo. Todavia, muitas vezes o indivíduo visa fugir desta fase, idealizando um mundo ideal, diante as frustrantes interações reais. No pensamento socialista ocorre o mesmo: o idealismo de um mundo perfeito e seguro, onde todas as contradições são destruídas, no qual não existem mais motivos para o esforço individual, já que tudo será superado através da utopia.

Pelas vias descritas acima o socialista é um indivíduo incapaz de evoluir para um estado adulto de independência socioeconômica, dependente de uma autoridade assistencial. Uma vez que não tenha superado esta fase, acreditará que a mesma dependência será a solução para os problemas alheios. Por esta fixação, visa impor seu modelo a todos, mesmo com todas as refutações, seja na teoria econômica ou na prática. Não importa que o modelo socialista tenha levado nações inteiras a miséria, ceifando a vida de mais de 110 milhões de pessoas na URSS, China, Coreia do Norte, Vietnã, Camboja e etc. Não importa os fracassos recentes como de Cuba ou Venezuela. O socialista usará de todo artifício e contradição para ignorar a realidade. Louvará estes débeis governos num primeiro plano, se ausentando da aceitação de seu fracasso – o que poderia desestabilizar sua crença patológica – quando o socialismo novamente falhar por completo. Dirá que o capitalismo falhou, incapaz de provar que seja um sistema inferior ao socialismo. Ele não aceitará os fatos demonstrando imaturidade psicológica em um desfio patológico.

Referências:

Lyle Rossiter – The Liberal Mind: Psychological Causes of Political Madness

Calvin S. Hall; Lindzey Gardner, John B. Campbell – Teorias da Personalidade

Roland Doron, Françoise Parot – Dicionário de psicologia

Manuela Monteiro, Milice Santos – Psicologia

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Negação das responsabilidades socioeconômicas, agressividade, vandalismo e a adoração por ditadores são vários dos aspectos encontrados no transtorno de personalidade socialista.

Christiano Di Paulla

comentários
  1. Raphael Neto disse:

    Texto absolutamente esclarecedor. Pena que é pouco divulgado pela mídia esquerdista.

    • Troglolom disse:

      Creio que isso só explica a gênese de esquerdistas de botequim, os esquerdinhas leite com pera. A grande massa de manobra, os esquerdistas operários ficam, sem explicação: são indivíduos que desde cedo tiveram que lutar pela sua subsistência, que desde cedo têm a responsabilidade de criar os irmãos em casa, enfim, que desde crianças já encontram responsabilidades e nenhuma instancia governamental lhes dá a mão.

  2. philippediego disse:

    Cara, infelizmente tem uns erros de psicologia ai no seu texto:
    ” Nele há uma tendência à neurose devido a incapacidade de lidar com traumas inconscientes”.

    Ninguém tem “tendência” à neurose, ou a pessoa é neurótica ou não é. A neurose se dá no momento da “castração” (que é simbólica é claro). A neurose é uma estrutura psicológica.

    Outro erro é a palavra “incapacidade” essa palavra pode nos remeter ao erro que é impossível superar esse trauma (nem com ajuda psicológica).

    Bom, eu entendi o que você provavelmente quis dizer de forma geral, mas as referências para argumentar a parte psicológica ficaram bem restritas.
    Sou estudante de psicologia e tenho interesse em aprofundar os estudos nessa área para compreender a “cegueira” à qual os “esquerdistas” (a qual eu chamo carinhosamente de esquerdopatas) se propõem. Digo cegueira para não dizer viseira de burro.

    Por fim o texto é bem interessante, mas no que tange à psicopatologia carece muito de estudos.

    Forte abraço. Continue na luta contra o comunismo.

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