Nazismo: uma das várias expressões do socialismo – Parte 2

Publicado: julho 24, 2013 em Nazismo
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Em uma boa parte de Mein Kempf, fica claro que Hitler associava o bolchevismo ao que intitulava “capitalismo internacional e judeu” as vezes representado pelas políticas de tolerância racial francesa: A internacionalização da economia alemã, isto é, a exploração do trabalho alemão por parte dos financeiros judeus internacionais, somente será praticável em um Estado politicamente bolchevizado. Mas a tropa de assalto marxista do capitalismo internacional judaico só poderá quebrar definitivamente a espinha dorsal do Estado alemão mediante a assistência amigável de fora. Por isso, os exércitos da França devem ocupar a Alemanha, até que o Reich, corroído no interior, seja dominado pelas forças bolchevistas a serviço do capitalismo judaico internacional.” Estas alegações por mais estranhas que possam parecer tem certo fundamento. Haviam banqueiros judeus na Alemanha e EUA que apoiaram a revolução bolchevique e que tentavam penetrar na Alemanha. Porém, a partir desta alegação Hitler desejava mais que expulsá-los, mas iniciar sua investida militar na Europa Ocidental, assim conquistando a Franca.

Como ocorre com o marxismo e a socialdemocracia, em Mein Kempf fica clara a aversão de Hitler ao capitalismo. No Volume 2 Capítulo VII, ele cita: “Em 1919-20 e também em 1921, eu assisti a alguns das reuniões os burguesas (capitalistas). Invariavelmente, eu tive o mesmo sentimento em relação a estes como para a dose obrigatória de óleo de mamona em meus dias de infância… E por isso não é de estranhar que as massas sãs e imaculadas devem fugir desses comícios burgueses “como o diabo foge da água benta.” Em outra parte do livro, Hitler culpava o avanço da economia de mercado através da bolsa de valores que segundo ele, teria contribuído para a ruína da economia nacional, subtraindo a propriedade dos alemães: “Um sintoma da ruína econômica foi a lenta eliminação do direito de propriedade individual e a passagem gradual da economia do povo para a propriedade das sociedades por ações. Por esse sistema, o trabalho desceu a objeto de especulação doa traficantes sem consciência. A alienação da propriedade aos capitalistas progrediu. A Bolsa começou a triunfar e preparou-se a pôr, lenta, mas firmemente, a vida da nação sob sua proteção e controle.”

Em 21 de maio 1930, Hitler falou Otto Strasser em Berlim: “Eu sou um socialista e um tipo muito diferente de socialista de seu amigo rico, Conde Reventlow… O que você entende por socialismo nada mais é do que o marxismo.” Hermann Rauschning, o Governador Nazista de Dantzig, e muito próximo de Hitler escreveu vários textos referentes aos encontros que tinha com o líder nazista. Embora Hitler fosse claro ao dizer que seu socialismo era distinto do marxismo, em muitos dos discursos narrados por Hermann Rauschning Hitler citava sua influência bolchevique e os planos que tinha para os soviéticos: “Eu aprendi muito do marxismo, e eu não sonho esconder isso (…). O que me interessou e me instruiu nos marxistas foram os seus métodos” e “Não é a Alemanha que será bolchevista, é o bolchevismo que se tornará uma espécie de nacional socialismo. Aliás, existem entre nós e os bolchevistas mais pontos comuns do que há divergências, e, antes de tudo, o verdadeiro espírito revolucionário, que se encontra na Rússia como entre nós, por toda a parte onde os marxistas judeus não controlam o jogo”. “Eu sempre levei em conta está verdade e é por isso que dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex-comunistas”.

O famoso ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels, declamou várias vezes a influência comunista do partido, tal como sua visão socialista antissemita. Pouco após a morte de Lênin, publicou uma matéria no New York Times dizendo: “O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores, no qual Hitler é patrão e pai persiste em acreditar que Lênin e Hitler podem ser comparados”. Não seria de se espantar que pouco antes da guerra, Hitler assinou com os soviéticos o pacto de Molotov-Ribbentrop. Mais tarde Goebbels citara: “O que é que o antissemitismo tem a ver com socialismo? Gostaria de colocar da seguinte forma: o que é que o judeu tem a ver com o socialismo? O socialismo tem a ver com trabalho. Quando é que ninguém nunca vê-lo trabalhando em vez de saquear, roubar e viver do suor dos outros? Como socialistas, somos adversários dos judeus, porque vemos em hebreus a encarnação do capitalismo, do mau uso dos bens da nação”. Assim como Hitler, Goebbels culpava os judeus pela propagação do capitalismo e do comunismo, tendo-os como inimigos máximos.

Referências:

Adolf Hitler – Minha Luta

Adolf Hitler, apud Hermann Rauschning – Hitler m´a dit, Coopération

Joseph Goebbels – New York Times (1924)

Joseph Goebbels – Die Verfluchten Hakenkreuzler

GoebbelsGoebbels: uma expressão do anticapitalismo e antissemitismo nazista!

Christiano Di Paulla

Continuação: https://resistenciaantisocialismo.wordpress.com/2013/07/24/nazismo-uma-das-varias-expressoes-do-socialismo-parte-3/

comentários
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