Deste seu surgimento aos dias atuais, o socialismo migrou de utópico a experimental, conservando a capacidade de produzir imensos fracassos. E mesmo que isto seja nítido em economia ou em historia, sua doutrina persiste com milhões de adeptos no mundo tudo, como se o globo fosse contaminado com uma cegueira insolúvel. Socialistas não permitem comparações entre nações que usufruíram ou ainda fazem uso de seu modelo, com aqueles que defendem o capitalismo que vos rende aversão. Ao mesmo tempo, tentam desestimular aqueles que defendem o sucesso do livre mercado. Alegam que tais análises não podem ser feitas, visto diferenças históricas, culturais, políticas, demográficas, dentre outras. Neste texto refutarei tais premissas, e demonstrarei que comparações devem ser usadas para entendermos os benefícios e malefícios dos modelos político-econômicos. Em primeiro, dissertarei sobre o sentido dos modelos na ciência, explicando métodos para somente então introduzir uma comparação prática entre sistemas.

No empirismo, um modelo é a descrição simplificada de um sistema complexo, reproduzindo a essência de determinado comportamento, a fins de analisar, explicar, controlar, ou orientar uma simulação prática destes fenômenos e processos. Neste sentido, o modelo necessita de condições ideais, como por exemplo; para a execução de uma formula química. Entretanto, o mesmo não pode ser aplicado a seres humanos. Indivíduos são movidos por noções subjetivas capazes de orientar suas ações, diferentemente do objetivismo de matéria inanimada. O homem busca substituir um estado menos satisfatório por outro de maior satisfação. O indivíduo estipula em suas mente, condições que lhe são vantajosas e em sua ação deseja realizar a situação desejada. O estudo da ação humana (praxeologia) visa analisar comportamentos e finalidades. A base deste conceito de analise científica é a noção subjetiva a priori da ação material. A doutrina socialista é falha, pois desde os marxistas revela-se materialista e reducionista, confundindo átomos sem pensamento com a natureza subjetiva  humana.

Cabe citar que o pensamento de Marx e Engels nem ao menos pode ser tido como empírico, pois visa usar de contradições dialéticas para sustentar um modelo. É como supor que no modelo de Rutherford, onde elétrons “isolam” os prótons, evitando seus repulsões e o consequente desmoronamento do núcleo, encontramos uma “contradição de classes”. Por tal lógica, poder-se-ia supor que os elétrons (burgueses) são a classe opressora dos prótons (proletariado). Desta contradição, haveria a suposta necessidade de dissolução do modelo atômico (capitalismo). Em outras palavras: a dialética marxista não pode ser aplicada a processos naturais, tal como seu materialismo não pode ser aplicado à condição subjetiva dos seres humanos. Quando falamos de ação humana, devemos notar que possuímos a mesma origem natural, e dentro da economia a civilização humana possuí os mesmos hábitos; extrai recursos e produz bens de consumo em função da demanda, usa de moeda a fins de dinamizar a troca persistindo a mesma cadeia de fenômenos: inflação, deflação, recessão etc. Logo: modelos econômicos podem ser empregues em qualquer região, não importando as diferenças citadas por socialistas evasivos.

Um modelo econômico não questiona qual é a cultura, religião, dimensão territorial nem mesmo recursos (visto que empreende com os que possuem, já que todos são escassos). Ela lida com propósitos e ações em trocas voluntárias (livre mercado) ou não (socialismo). Recursos escassos não são sinonimo de pobreza: Hong Kong é uma das economias mais prósperas do mundo e com sua alta densidade demográfica, nem ao menos possui água potável. Ao lado temos a China com precários indicadores socioeconômicos e uma vastidão de recursos naturais. Um exemplo nítido esta nas duas Coreias. Elas possuem a mesma etnia, dimensões aproximadas, e até a cisão a mesma historia e cultura, mas empregaram modelos distintos, angariando resultados diferentes. Na Coreia do Sul, o PIB é 1,62 trilhões de dólares, enquanto no Norte, 40 bilhões. No Sul a expectativa de vida é 79 anos e no norte, 69 anos. No Sul, a subnutrição atinge 0,5% da população e no Norte 32%. Coreia do Sul esta entre os maiores IDH do mundo, enquanto no Norte definha na fome, com uma qualidade de vida próxima a nações africanas.

Na América Latina temos mais um exemplo de vizinhos: Chile e Bolívia, cujas dimensões e recursos são aproximados. O Chile possui uma das economias mais livres enquanto a Bolívia, uma das mais repressivas. Chile possui o maior IDH da América Latina (40º) enquanto a Bolívia está 68 posições atrás (108º). Chile tem 3,5% de subnutridos e Bolívia 22% com uma renda per capita trés vezes menos. Também temos exemplos africanos: Zimbábue e Botswana. Zimbábue experimentou um longo período de socialismo. Quando se viu livre deste sistema foi arrasada pela influencia keynesiana. Já Botswana tornou-se a nação africana cujas perspectivas mais se aproximando livre mercado. Desde a década de 60, angariara um dos maiores crescimentos econômicos do século XX chegando a 9% ao ano. Zimbábue é uma das nações mais pobres do mundo possuindo o dobro de pessoas desnutridas que Botswana, ocupando a 172º colocação em IDH, enquanto a vizinha está 53 colocações à frente (119º) e crescendo ano após ano. A dívida externa Botswana é U$ 513 milhões, enquanto em Zimbábue é quase 14 vezes maior (6,9 bilhões de dólares).

Obs: Ao nos depararmos com Hong Kong, Singapura, Austrália, Nova Zelândia e Suíça encontramos um capitalismo de livre mercado similar com resultados similares, mesmo com uma história, cultura ou recursos distintos. Do mesmo modo, temos Coreia do Norte, Cuba, Zimbábue, Venezuela, Eritreia, Burma, Congo com economias repressivas e resultados similares. Defensores do livre mercado, não precisam de desculpas, pois não escondem o fracasso, mas exprimem o sucesso!

Referências:

ONU – Relatório de Desenvolvimento Humano 2103

BBC News 2009 – Perfil do País: Chile

The Economist – Desprovido não mais!

CEPAL – Panorama Social da América Latina

Banco Mundial – Doing Business in Botwsana 2013

Bando Mundial – Indicadores de Desenvolvimento Mundial

The Zimbabue Situation

OMC – Botswana

Snapshot Economic – O governo de Botswana

Heritage.org

awdawdawdawdawdw

Comparação entre economias mais e menos livres por continente.

Christiano Di Paulla

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