Nos últimos tempos tornou-se comum nas redes sociais e debates acadêmicos a consideração de que escolas no Brasil e no mundo fazem lobotomia com seus alunos visando criar massa de manobra em prol de ideologias políticas. Movimentos como Escola Sem Partido têm lutado contra aquilo que chamam de “doutrinação marxista” nas escolas. Há inumeráveis evidencias disto; desde livros do MEC que exaltam a Revolução Cubana, Bolivariana e até mesmo a URSS, enquanto rogam que o capitalismo seja o mal do mundo, alegando até mesmo que as ditaduras citadas sejam exemplos de democracia e desenvolvimento se comparado a EUA, Canada e Austrália. Naturalmente o governo retirou estes livros após denuncias e ações na justiça. Mesmo assim encontramos professores que insistem em colocar suas crendices politicas acima da imparcialidade do educador e até mesmo forçam alunos a irem a passeatas para defender seus respectivos partidos.

Uma vez que estas ações são deflagradas, os proliferadores de ideologias alegam que sofrem de censura e que o papel do professor é fornecer uma “educação crítica” no qual o aluno possa contestar o meio em que vive. Na verdade, o que eles intentam é disseminar a chamada “teoria crítica” de ordem marxista, que visa penetrar no meio acadêmico através do que muitos chamam de “gramscismo” ou “marxismo cultural”. E isso não é teoria da conspiração. Há inumeráveis documentos que provam que a URSS financiava intelectuais para proliferarem sua ideologia em instituições de ensino no mundo todo. Depois da queda da URSS a desilusão com o marxismo fez com que socialistas do mundo todo se camuflassem de social democratas ou keynesianos antiliberais quando na verdade, continuam marxistas radicais. Basta uma simples conversa com qualquer um deles para percebermos isso.

O real papel do professor é educar com imparcialidade, transmitindo conhecimento das mais diversas correntes de pensamento deixando que o aluno em um real senso crítico, possa decidir entre eles. Infelizmente nem isso ocorre nem mesmo nas universidades quando tratamos de marxismo. A partir da Revolução Marginalista, dos trabalhos de Böhm-Bawerk, Hayek, Mises, Popper e das evidencias de fracasso de todos os experimentos laboratoriais (China, Camboja, URSS, Cuba, Venezuela etc) as teorias socialistas/marxistas foram criticadas para não dizer absolutamente refutadas. Entretanto, nem doutorados em economia são capazes de demonstrar conhecimento a respeito qualquer uma destas obras. Logo, além da falta de imparcialidade há obliteração de conhecimentos para que não haja qualquer contraponto. É como se ensinassem previsão do futuro através de quiromancia ao mesmo tempo em que ocultam conhecimentos básicos de estatística.

Embora particularmente considere o socialismo/marxismo um engodo tacanho já completamente refutado, não há qualquer necessidade de oblitera-lo em nome de um discurso capitalista como fazem seus defensores, visto a necessidade de transmissão de conhecimentos via liberdade de expressão. Da mesma forma podemos encaixar a dissertação sobre outras perspectivas politica, como o imperialismo, nazismo e fascismo ou até mesmo teorias descartadas das ciências naturais como astrologia, criacionismo e terra plana. Tenho para mim que a melhor forma de desmascarar uma mentira é transmitindo-a como é enquanto permitimos o contraponto, contrastando ambas através das evidencias, como faz o método científico. Caso este princípio não seja respeitado, a cesura e o misticismo podem tomar conta do meio acadêmico, levando-nos a uma nova “idade das trevas”.  Boas universidades já promoveram debates entre biólogos e defensores da chamada “complexidade irredutível”.

A liberdade de expressão deve ser plena e respeitada. Isso pode nos trazer problemas, mas permitir que uma ideia ou outra seja censurada tem um custo ainda mais elevado. Por fim devo ressaltar que ideias equivocadas sempre conduzem a sociedade à ruína e a chamada doutrinação marxista é sem dúvidas a pior, juntamente com o fundamentalismo religioso. O marxismo ensina a intolerância com opiniões contrarias já que prega o uso da força através de uma revolução armada. Ele ensina as pessoas a odiarem que são mais prosperas, repudiar o trabalho assalariado, abominar o empreendedorismo, considerar que jamais prosperarão, estimulam alunos ao roubo propriedades tal como se fosse um direito através de conceitos sem o menor sentido. Uma educação que visa o progresso deveria ensinar o contrário; ensinar as pessoas a se mirarem no que são mais prósperos, valorizar o trabalho, empreendedorismo, acreditar nos seus sonhos e respeitar a propriedade alheia. Se não deflagramos estas diferenças e permitimos um contraponto, estamos destinados a ruína como sociedade.

Christiano Di Paulla

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Exemplo de doutrinação marxista nas escolas retirado da obra Nova História Crítica de Mario Furley Schmidt que nem ao menos é historiador. 

 

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Embora com apenas um ano de mandato, Donald Trump é sem dúvidas um dos mais controversos presidentes da história dos EUA. Descendente de escoceses e alemães, Trump tornou-se um empresário de sucesso e até mesmo uma personalidade televisiva conhecido pelo programa “O Aprendiz”; que rendera versões em vários países, incluindo o Brasil. Conhecido por posicionamentos firmes e opiniões diretas, Trump se elegeu o 45º presidente dos Estados Unidos em janeiro de 2017, mesmo sendo alvo de um bombardeiro de ataques. Sua campanha foi marcada por uma série de polêmicas, como expressões indelicadas e a ampliação do muro inicialmente construído por Bill Clinton na fronteira com o México. Embora com menos votos populares que seu concorrente, Trump se tornou o 4º presidente dos EUA ganhar o colégio eleitoral.

Mesmo com todas as críticas não há como negar o sucesso econômico das politicas de Trump. Em apenas um ano o novo governo realizou uma rápida e ampla gama de reformas que deram folego à economia. Em 2017 a bolsa de valores bateu recordes históricos, ganhando US$ 8 trilhões e a Dow Jones fechou o ano registrando um aumento de 25,45%. O governo Trump foi responsável pelo maior corte de impostos da história dos EUA. As deduções gerais para empresas estadunidenses caíram de 35% para 21 %. O corte beneficiou principalmente pequenas empresas e agora possuem uma dedução máxima de 20%. Com um volume maior de capitais destinados a investimentos foram gerados 2,4 milhões de empregos, sendo 200 mil da indústria. Os cortes de impostos beneficiaram mais de três milhões de trabalhadores que receberam bônus e reajustes salariais – algumas horas depois do anuncio da lei.

A reforma tributária também foi direcionada às famílias. As famílias mais pobres dos EUA que recebem até US$ 24 mil anualmente estão isentas de impostos. Famílias de até quatro pessoas que recebem até US$ 75 mil tiveram seus impostos reduzidos em 50% (US$ 2 mil). Com o corte de impostos a renda média salarial estadunidense que até então estava estagnada, teve um aumento de cerca de US$ 4 mil. A taxa de desemprego caiu para 4% sendo a menor em 45 anos, superando o governo Clinton. O desemprego de negros e hispânicos é o menor em toda historia americana. Trump eliminou mandato individual do Obamacare e dobrou o crédito infantil. Mais de meio trilhão de dólares que estavam no exterior retornaram para a economia. Empresas do mundo todo anunciaram investimento nos EUA como a Apple que pretende investir 350 bilhões nos próximos anos.

O único erro econômico de Trump até o momento foi dar aval a politicas protecionistas. Em 1º de Março de 2018 seu governo impôs aumento das tarifas sobre o aço em 25% e em 15% sobre o alumínio com objetivo de inflacionar seus preços para a importação o que beneficiaria produtores internos. Entretanto há 200 mil trabalhadores neste setor e 2.4 milhões em áreas que se beneficiam dele. Com custos maiores estes empresas perderão lucratividade e seus trabalhadores perderão emprego e renda. Eis uma repetição em loop de fracassadas politicas anteriores. Em 2002 Bush impôs uma tarifa de 30% sobre o aço chinês com o mesmo objetivo. O resultado foram 200 mil empregos perdidos, o que representava na época um numero muito maior que de empregos supostamente protegidos. Infelizmente os EUA parecem ignorar que o protecionismo destruiu Detroit e outros setores altamente produtivos.

Com mais acertos que erros, a continuidade dos sucessos econômicos de Trump dependerá de como sustentará reformas e saldos positivos do primeiro ano. Um corte de impostos neste nível conduz a contensão de gastos o que implica em privatizações, cortes de cargos, salários e eliminação de regalias politicas. Contrariamente um orçamento enxuto tem se tornado atípico entre governos republicanos, cujos gastos sob Reagan e Bush foram mais elevados que com os democratas Clinton e Obama. Como se não bastasse Trump também enfrenta elevado endividamento publico deixado pelos governos anteriores. Seu maior entrave é sem dúvidas o gasto militar que tem gerado problemas desde janeiro de 2018. Seus maiores desafios são; reduzir o orçamento federal, se distanciar de grandes conflitos armados e reduzir a divida publica contrariando a tendência da ala conservadora de seu partido.

Por estas vias, as alegações quiméricas como a de que o presidente arruinaria o país e desencadearia até mesmo um conflito nuclear, não possuem o menor fundamento. Trump é um negociador notório e grande estrategista ao contrário da governança geopolítica frouxa de seu antecessor. Ao afastar os porta-aviões norte-americanos do mar da Ásia Obama permitiu que a China ameaçasse ilhas japonesas e que a Coreia do Norte fizesse o mesmo com a Coreia do Sul. Como se não bastasse ao retirar das baterias antiaéreas do leste europeu, permitiu que a Rússia ajudasse terroristas separatistas na Ucrânia. Trump reintegrou o apoio militar aos aliados, demonstrou grande afinidade com Putin e Xi Jinping estreitando laços com antigos rivais minimizando conflitos. Foio pivô de um ato histórico; em abril de 2017 pela primeira vez um líder norte-coreano cruzou a divisão das coreias anunciando um tratado de paz.

Conclusão

O que resta aos opositores de Trump é usar polêmicas que na maioria não retiram o mérito de sua gestão como o suposto caso com uma atriz pornô. Resta alegar que seja racista, mesmo que seu partido tenha combatido a escravidão e não o rival que a defendera, embora digam ter orgulho de eleger o primeiro presidente negro. Resta chamá-lo de xenófobo, mesmo que uma política de livre-imigração levaria milhões de imigrantes aos EUA, gerando problemas sociais, desemprego e salários baixos, embora com uma taxa de desemprego em queda só lhe restará abrir as fronteiras para suprir a futura demanda de mão de obra. Resta chama-lo de belicista, mesmo que seu notável corte de impostos o leve a uma direção contrária. A única crítica cabível se refere ao protecionismo apesar de que a redução dos impostos possa mitigar seus impactos. Para os demais resta esperar se sua gestão continuará a brilhar ou se apagará como falsa chama no fim do túnel.

Christiano Di Paulla

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Os defensores de Trump possuem mais motivos para comemorar que para se entristecer. Aos mais céticos cabe aguardar o decorrer do mandato para que possamos compreender seu legado.

Segundo Hayek é somente através da propriedade privada e da livre concorrência que podemos fracionar e assim descentralizar o poder, impedindo a existência de uma soma absoluta de poder centralizado. Significa que uma vez que o poder (propriedade) esteja dividido entre múltiplos agentes que se beneficiam de ações voluntárias (comercio) e não concentrado na mão de poucas pessoas (burocratas governamentais) reduz-se a possibilidade de um se impor sobre o outro. No mercado são gratificados aqueles que empreendem e conseguem converter insumos em bens e serviços gerando uma cadeia de valor para seus clientes e colaboradores. Esta é uma explanação importante para compreendermos os progressos empíricos de nosso tempo, já que nações com melhores indicadores socioeconômicos são as que mais se aproximam destas perspectivas.

Do contrário, quando aparece a figura do governo estatizante concedendo privilégios através de propriedades que foram tomadas a força dos cidadãos (tributos), surge ineficiência e corrupção, tal como cita Friedman. Há uma série de fatores que levam as instituições publicas a serem menos preferíveis que instituições privadas dentro de um sistema de livre concorrência como descreve Rothbard. O setor público não atua como o privado no qual um empresário interessado em concorrer na área de educação é forçado a construir a melhor escola com a menor quantidade de recursos. Ao Estado basta tributar até os pagadores de impostos parem de andar como burros de carga exauridos. Ocorre, visto que o setor público não possui concorrentes direitos a sua fonte de renda (tributos), portanto não precisa se preocupar com a evasão de recursos e com uma eventual falência.

Em função dos tributos e do poder regulatório, o Estado é responsável por tudo o que supostamente deveria combater. É o poder estatal que produz carteis, monopólios, oligopólios, trustes e aniquila concorrentes indesejados ao corporativismo consequente. O Estado determina preços (transporte coletivo), possui monopólios (Correios), fomenta e mantem oligopólios (telecomunicações), colabora pra aquisição de grandes companhias através de empréstimos (BNDES), além de atuar em conluio com corporações (Odebrecht). Estes agentes se blindam concorrendo de forma desleal iniquidade fiscal e tributária, concessões, subsídios e financiamentos. Em revés, no sistema de livre concorrência nada impede que alguém atue em paralelo a monopólios, oligopólios e carteis visando tomar clientes insatisfeitos.

O tempo de resposta do Estado é lento, sua informação é nebulosa e assimétrica. Caso determinado consumidor compre uma laranja podre por engano numa feira e a leve para casa, basta retornar e trocar a laranja ou simplesmente descartá-la e procurar outro comerciante. No caso do Estado o processo eleitoral é lento de burocrático. Não é possível trocar políticos corruptos e serviços ruins ou caros como trocamos outros bens e serviços. É por este motivo que o mercado consiste no mais amplo processo democrático no qual demandas são atendidas de formas individuais, simultâneas e voluntarias. Não obstante, preços e dados fornecidos em embalagens são “táteis” ao consumidor, enquanto com o Estado impostos e gastos do governo não são claros e em alguns países intangíveis.  A estrutura organizacional do verticalizada Estado produz ruído e dispêndio de recursos.

A descentralização do poder reduz a possibilidade e o efeito de crises. Com o poder descentralizado, indivíduos agem de acordo com suas estimativas. Como não são iguais dificilmente falharão simultaneamente. Crises generalizadas provem de estimativas homogêneas geralmente provindas de decisões estatais. Empresas privadas de mineração podem usar técnicas diferentes para extrair matéria prima cada qual visando maior economia de recursos. Caso Estado determine o uso de um único processo e este se revele falho ou custoso, haverá efeito em cadeia e prejuízo generalizado. Permitindo erros em isolado, o mercado é menos danoso embora mais volátil. Não é de se espantar que economias mais voltadas para as livres relações comerciais sintam pouco ou nenhum impacto de grandes crises financeiras sendo aqueles que melhor se recuperam de seus efeitos.

Christiano Di Paulla

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No socialismo, as intenções são melhores que os resultados. No capitalismo, os resultados são melhores que as intenções.” Roberto Campos

Porque não levo o marxismo a sério

Publicado: abril 21, 2018 em Marxismo

Bastam cinco minutos ouvindo um marxista sincero para notar o teor cancerígeno de suas hipóteses. O Matrix da ficção marxista supõe uma condição irredutível de servidão do trabalhador, ganhos baixos e consumo fútil. Não importa o que seja feito, o trabalhador jamais abandonará esta condição em face ao conceito marxista monolítico de classes sociais. Eis um mundo materialista em concepções simplistas segundo a ótica de um processo histórico repetido. Perspectivas que se revelam contrárias à realidade complexa, dinâmica e em constante transformação. A demagogia marxista intenta disfarçar sua natureza ; a inveja da prosperidade, já que não é compreendida nem mesmo praticada. É neste momento que seus intentos nefastos são deflagrados, mesmo sob palavras de pessoas que não entendem sua real natureza ou para aqueles que muito tardiamente não estudaram suas refutações.

Geralmente as falácias marxistas iniciais remetem às supostas “luta de classes” e a “mais-valia”. Marx possuía uma visão histórica claramente idealista, mecanicista, economicista e reducionista no qual a história seria movida pela relação de produção. Sua visão materialista da história ignora a imprevisibilidade da cadeia de eventos e a subjetividade humana. Segundo ele a sociedade seria irredutivelmente dividida em duas classes antagônicas: burgueses e proletariados. Entretanto a palavra burguês vem de “burgo” que eram os primeiros povoados a se formar além dos domínios dos feudos, uma vez que as fronteiras europeias haviam se solidificado com Carlos Magno. Empregadores e mão-de-obra assalariada surgiram do mesmo tipo de sociedade livre, relacionando-se através de contratos voluntários de trabalho assalariado. Marx supôs uma falsa dicotomia numa mesma estrutura social.

O conceito de luta de classes sustenta a hipótese de irredutível servidão do proletário aos chamados “proprietários dos meios de produção”. Como cita Mises o capitalismo não possui classes estáticas como descrito por Marx – algo próximo do sistema indiano de castas. Nada impede que um trabalhador faça poupança (acumulando capital) atue como empreendedor (4º fator de produção) tornando-se empregador ou o contrário; que venha a falir caso não atue como demandado pelos consumidores. Trabalhadores adquirem capitais (ações, títulos etc.) e os produzem (capital intelectual e humano), assim como um mero pincel pode ser tido como meio de produção. A teoria marxista adultera não somente a estrutura da sociedade, mas a origem e função social do capital; que são a poupança e o investimento em longo prazo. Ela condiciona o trabalhador a pensar que jamais prosperará alienando-o de como.

Marx visa dar razão a sua ficção alegando que o trabalhador seria inexoravelmente explorado por não receber por tudo o que produzia (mais-valia). Entretanto o valor de insumos (incluindo salários) não é formatado pela produtividade,  mas pela lei básica de oferta e procura. Como a produção é incerta e demanda tempo, tanto o proprietário de um galpão que “vive de capital” segundo a ótica de Marx, como o assalariado e fornecedores de matéria prima não esperam o termino da produção para receber em proporcional, mas recebem um valor fixo a pago de antemão, blindando da espera e riscos (lei de preferência temporal). O valor não é material, mas subjetivo e o trabalho é incerto e heterogêneo. Nem preços, salários ou capital são determinados pelo trabalho, mas o contrário. Marx distorce o papel do empreendedor e demonstra nada saber a respeito de respeito de vendas, custos e contabilidade.

O conceito marxista de “alienação” sugere homem é dominado pela ferramenta e não o contrário. Devido a ausência de controle dos meios de produção, operários são incapazes de compreender seu processo e o valor. Entretanto o valor é subjetivo e indelineável na medida em que a psique humana está em constante transformação. Já o conhecimento humano é “disperso e ilimitado” e em irredutível transformação. Não há quem compreenda todos os métodos produtivos nem os anseios de todos os indivíduos ou que seja capaz de prever as inovações consequentes com segurança ou a simples descoberta ou mudança de utilização de determinado recursos natural. Entretanto, o trabalhador pode adquirir conhecimento distinto, empreender segundo suas estimativas e obter bons resultados gerando valor ao suprir necessidades percebidas.

Marx retira o poder decisório que é dado ao indivíduo através da propriedade privada delegando a quimérica onisciência dos planejadores centrais o dever de controlar todas as relações produtivas e sociais. É a destruição da mais perfeita democracia; aquela feita diretamente nas relações de troca comercial. Para alcançar seus objetivos nefastos faz-se necessário a total desapropriação de indivíduos e instituições; algo que só pode ocorrer através do uso da força uma vez que há inevitável resistência. Ele compensa esta tirania em seu no universo lúdico de Marx sob a hipótese de que estes nobres homens cuja moral e virtude estaria acima de todos (ladrões e assassinos), dariam fim ao período revolucionário para que surgisse uma autogestão imaginária que inexiste em possibilidade técnica. É sem dúvidas alguma; uma magistral obra de ficção.

As teorias marxistas guiam a um caminho tirânico e economicamente catastrófico. Ao destruir a propriedade privada, Marx impede que a troca voluntária dos bens formem preços necessários para coordenar uma economia complexa e dinâmica. Preços são indicadores da escassez relativa dos bens em termos monetários. Eles permitem que sejam feitos cálculos contábeis a fins de coordenar a produção e indicar os fatores mais econômicos. Marx elimina a racionalidade econômica defendendo uma “economia de vidência”. Sem preços os planejadores agem as cegas, e suas falhas atingem todos os agentes econômicos. Na medida em que planejadores centrais falham,  o colapso econômico produz rebeliões e sua contensão pela força como vimos em todas suas experiências. O registro histórico demonstra a escassez ou desperdício de recursos e o totalitarismo das nações que mais se aproximaram do marxismo.

A análise histórica e científica da economia é clara; a Revolução Marginalista e a Escola Austríaca de Economia refutaram as teorias socialistas – incluindo Marx. Todos os experimentos socialistas dos utópicos às bolivarianos falham catastroficamente. As previsões de Marx se revelaram o oposto. Países onde o capitalismo é mais direcionado ao lucro e ao mercado alcançaram níveis de prosperidade econômica e qualidade de vida jamais inimagináveis. Já países dominados pelo socialismo/marxismo fora alcançado o apogeu de tirania, corrupção e privações de todos os tipos. Estas premissas devem ser esclarecidas e o marxismo extirpado dos debates sérios a respeito das ciências que estudam o homem e a sociedade assim como a alquimia e o criacionismo de congressos a respeito de química e biologia evolutiva.

Porque não levo o marxismo a sério?! Não o levo porque é uma piada; uma piada macabra a respeito de como entronar tiranos, arruinar economias e cometer genocídios através da promessa de um paraíso de igualdade, prosperidade e paz.

Christiano Di Paulla

Vista corretamente a teoria de Marx não faz nenhum sentido senão conferir poder a tiranias a custo de milhões de vidas. O marxismo sobrevive apenas de promessas já fracassadas e de idealismos políticos com viés partidário.